<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034</id><updated>2011-06-23T22:12:18.744-04:00</updated><title type='text'>O Teocrata</title><subtitle type='html'>www.oteocrata.blogspot.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Teocrata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-7303702591948622397</id><published>2008-12-05T03:08:00.004-04:00</published><updated>2008-12-05T03:58:19.103-04:00</updated><title type='text'>Mário Ferreira dos Santos ou: retorno</title><content type='html'>Este blog ficou num longo ostracismo criminoso. Se já eram poucos que o visitavam, certamente menos que poucos devem ter continuado a visitá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto que o ano termina, nada melhor que aproveitar a vinda do próximo para reativar este cantinho agradável, onde apenas divulgamos textos que consideramos interessantes. Dessa vez, haverá uma inovação: não texto, mas áudios. Graças ao precioso Youtube, e graças ainda mais a uma gentil alma, aqui vão três breves gravações de Mário Ferreira dos Santos. Que o leitor, agora ouvinte, aproveite-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mi2kZ3Gw87c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mi2kZ3Gw87c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1MIkNE7Ujvo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1MIkNE7Ujvo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NL84QLkmjec&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NL84QLkmjec&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-7303702591948622397?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/7303702591948622397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=7303702591948622397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/7303702591948622397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/7303702591948622397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2008/12/mrio-ferreira-dos-santos-ou-retorno.html' title='Mário Ferreira dos Santos ou: retorno'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116850026430847131</id><published>2007-01-11T03:13:00.000-04:00</published><updated>2007-01-11T03:24:24.333-04:00</updated><title type='text'>Entrevista com Mário Ferreira dos Santos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Retirado de http://www.caiubi.com.br/marioferreira/auto_retrato.htm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LADUSÃNS, S. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rumos da filosofia atual no Brasil&lt;/span&gt;, São Paulo, Loyola, 1976, pp. 407-428.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O livro do padre Stanislavs Ladusãns reúne uma série de enquetes de catorze perguntas feita a diversos filósofos brasileiros. As três primeiras são de caráter pessoal. As demais, reproduzidas aqui, enfocam temas filosóficos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Missão da Filosofia na vida cultural brasileira hodierna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso colocar-me na seguinte posição: nós, brasileiros, por vivermos materialmente o universal humano, por não termos compromissos históricos que pesem demasiadamente sobre os nossos ombros, nem tampouco compromissos filosóficos, somos um povo apto para uma Filosofia de caráter ecumênico, uma Filosofia que corresponda ao verdadeiro sentido com que ela foi criada desde o inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto da posição pitagórica: Pitágoras, diz-se, afirmou que era um amante da Sabedoria (sophia), da suprema Sabedoria, que cointuímos com a própria Divindade. Este afã de alcançá-la, os esforços para atingi-la, os caminhos que percorremos para obter essa suprema instrução (daí chamá-la de Mathesis Megiste, que é a suprema instrução), todo esse afanar é propriamente a Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, posso admitir que há vários caminhos, embora só haja um caminho real. Como fundamentava Pitágoras, repetido depois por Aristóteles, que a única autoridade na Filosofia é a demonstração, sendo que esta deve ser apodítica, e, se possível, com juízos necessários e até exclusivos, a Filosofia construída deste modo só pode ser uma: positiva e necessariamente concreta, que é a posição que tomo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos viver o universal, no sentido puramente quantitativo, os modos de ver e de sentir dos diversos povos, mas não podemos permanecer na situação de ser um povo que recebe todas as idéias vindas de todas as partes, que não possa encontrar um caminho para si mesmo; temos de criar este caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha luta é esta, dar solução aos inúmeros problemas vitais brasileiros da atualidade, porque a heterogeneidade de idéias e posições facilita a de soluções, das quais muitas não são adequadas às necessidades do Brasil. O tema é vasto e exigiria um trabalho especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que fazer para que a Filosofia atinja as grandes massas populares e a juventude brasileira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer a Filosofia atingir as grandes massas populares será em primeiro lugar, obra que se cingirá a descê-la ao baixo grau de cultura de nossas massas populares. Precisamos estudar o que devemos fazer para erguê-las até à Filosofia, o que só poderá ser feito através de um desenvolvimento da cultura nacional – em linhas distintas das atuais, que tendam à Filosofia Positiva e não à Filosofia negativista e niilista que penetra em nossas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à juventude brasileira, este é o mais grave de nossos problemas: somos um país constituído de jovens, que formam a sua quase totalidade. Dado o baixo grau de cultura que temos, nossos estudantes passam a formar uma elite intelectual, o que demonstra a inferioridade em que nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na História, a juventude sempre é o que decorre da sua própria natureza, apresentando aspectos positivos e negativos. Positivos, pela sua capacidade de ação e de idealismo; mas negativos, pela sua irreflexão, pelo seu despreparo e apressamento, que a leva a cair, facilmente, nas malhas dos grandes agitadores e a servir aos interesses de demagogos e políticos. Em todas as épocas da humanidade, uma parte da juventude mais ativa tendeu à luta a favor das más causas, facilitando-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram jovens que destruíram o Instituto Pitagórico, condenaram Sócrates, perseguiram Anaximandro, Aristóteles, assassinaram Hipátia de Alexandria e perseguiram Santo Alberto, S. Tomás de Aquino, S. Boaventura, quando mestres na Universidade de Paris; que uivavam pelas ruas pedindo a cabeça de Dante, de Savonarola, de Giordano Bruno; que acusavam Pasteur de “charlatão” e atiravam pedras em Einstein. Esses jovens são ativos, eficientes na sua parte destrutiva. Mas há também uma juventude construtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que nos cabe fazer é orientar a juventude brasileira, dar-lhe suficiente sabedoria: clara, positiva, concreta, de modo a imunizá-la contra as tendências niilistas, para que possa pôr a sua capacidade de ação e de idealismo em algo concreto que beneficie o país. Fora disso, nada dará resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais são as correntes filosóficas que a reflexão filosófica deve levar em conta hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propriamente, julgamos que todas, porque encontramos hoje, na reflexão filosófica, a restauração ou o ressurgimento de velhos erros já refutados há séculos e milênios, que passam por inovações extraordinárias para aqueles que ignoram as aquisições do passado. É necessário, assim, revisar tudo, para mostrar que muitas novidades atuais nada mais são que velhos erros já refutados, travestidos de “verdades superantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As relações entre ciência e filosofia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a pergunta exigiria uma análise longa, sintetizar aqui o que penso, torna-se, para mim, um trabalho mais difícil do que expor as grandes contribuições que a ciência traz para as novas especulações filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que esta venha modificar as linhas mestras da Filosofia Positiva e Concreta; veio, ao contrário, robustecê-las, mas trouxe contribuições que permitiram abrir campo não só para novas análises, como também para melhor colocação de outros problemas, além de uma revisão da Metodologia, sobretudo na parte da Dialética Concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da Dialética que possa de melhor modo aplicar-se à análise especulativa, para que ela não se torne meramente abstrata e sem correspondência com a realidade concreta. Basta que salientemos três pontos importantíssimos da ciência moderna. Primeiro, as pesquisas em torno da estrutura da matéria sensível, que levaram a ciência a penetrar na constituição da matéria, afastando-se o conceito de matéria do século dezenove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, assim, uma visão muito mais profunda e ampla do que aquela que os filósofos anteriores possuíam, também a Filosofia Positiva de séculos anteriores, aproximando-se a passos gigantescos da concepção que os pitagóricos haviam apresentado, e que fora considerada por muitos como extravagante, tornou-se muito mais compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, se alguém considera que o número é apenas o da matemática vulgar, o da extensão, da quantidade, ou o esquema da participação quantitativa, é lógico que a definição pitagórica de que as coisas são números passa a ter um sentido demasiadamente brutal e inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no momento que se compreender que número não é apenas isso, mas todo o esquema de participação de qualquer espécie de unidade, porque é a manifestação da unidade sob todos os seus aspectos e, portanto, sob todas as formas manifestativas em que se exija o numeroso e, portanto, participado, participante e logos da participação e que, segundo o logos, existem tantos números quantos logoi de participação, já muda completamente o sentido e então poder-se-á compreender que, segundo todos os possíveis aspectos em que se possa tomar a unidade, podemos construir matemáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência moderna, graças à penetração da Matemática, de início na parte quantitativa e depois no qualitativo – como se viu nas graduações – e nos relacionais – como se vê nos funtores – caminha hoje, inevitavelmente, para uma penetração cada vez maior no caminho que já fora percorrido pelos antigos pitagóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso científico processou-se e firmou-se na medida em que a ciência se matematizou; a ciência, por outro lado, separou-se da Filosofia, não devido a essa matematização, mas em virtude dos filósofos, que não compreenderam bem essa matematização, que deveria ter permanecido no campo da Filosofia Positiva, se realmente fosse concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o aparente abismo hodierno entre Filosofia e ciência pode perfeitamente ser ultrapassado, flanqueado pela Filosofia Concreta; é o que estamos fazendo com as nossas obras, apesar de muitos julgarem ser impossível a um brasileiro tentar fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, ainda no campo da pesquisa da estrutura da matéria, a descoberta das tensões, sobre as quais os físicos modernos, estarrecidos ante a sua realidade, procuram escamoteá-la, sem poder enfrentar, devidamente, a implicância que a aceitação desta realidade exigiria, e que os levaria a uma especulação filosófica para a qual não estão preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira contribuição importante é a referente à genética, que dá novos subsídios para a melhor compreensão do homem, para novos estudos antropológicos e uma nova reflexão em torno da significação do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos citar inúmeros outros aspectos, que também são imprescindíveis para a reflexão filosófica. Aliás, são tantos, que não caberiam, naturalmente, no espaço que temos para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queremos apenas salientar é que devemos compreender que, das causas às leis e aos princípios de cada ciência, podemos alcançar uma sabedoria que está acima de toda ciência, uma sabedoria como a estudaram os grandes pensadores de todos os tempos, que é a “Décima Ciência” dos antigos, de que nos falava São Boaventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa Ciência, cabe-nos construí-la; será a metalinguagem do homem, unindo todos os especialistas numa visão global. Essa construção é a nossa grande tarefa atual, para que possamos aproveitar as grandes contribuições da ciência na elaboração de uma visão filosófica mais completa, mais perfeita e mais atuante apara um melhor futuro da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim abriremos campo para novas análises, não mais as que colocavam mal as questões, de modo a torná-las, por isso mesmo, insolúveis e estéreis suas disputas, mas lançando novas disputas num campo mais fértil, mais criador, sob aspectos mais seguros, que poderão abrir ao homem novas perspectivas, com dados extraordinários, em benefício da cultura do homem de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É diante deste horizonte, ante esta aurora que se anuncia, que me anima o que tenho realizado, muito embora eu não seja compreendido por muitos daqueles que se dizem amantes dessa sofia, a Matese, a sabedoria, a intuição sapiencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso, agora, completar a minha resposta ao item  IV, dando, assim, o sentido da reflexão filosófica que se pode atribuir ao pensamento brasileiro, se ele quiser ser genuinamente filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqueles que, no Brasil, revelaram que possuíam mente filosófica – e não foram muito numerosos, porém brilhantes – tenderam sempre para um pensamento de caráter sintético, isto é, não ficaram totalmente presos às correntes filosóficas européias e dependentes delas. Sempre houve, entre nós, o desejo de abarcar o universal e esta característica é naturalmente justa e própria de um povo que vive em si mesmo este universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o Brasil é, dos países atualmente existentes, mais capacitado para uma Filosofia universalizante ou, pelo menos, para uma nova linguagem filosófica, capaz de unir o pensamento que divergiu tão profundamente no campo já esgotado do pensamento europeu. Aqueles que não pensam assim, que não admitem essa possibilidade para nós, que continuem vivendo o seu modo de pensar. Nós preferimos, porém, divergir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Colaboração da Filosofia para humanizar a civilização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse item pode-se dividir em três: 1º)  a humanização da civilização atual; 2 ) a evidenciação do valor da pessoa humana e 3º) a contribuição para a paz interior e felicidade do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: hoje, sobretudo no mundo livre, graças ao surgimento de um desejo ecumênico de aproximação dos homens, a humanização da civilização pode ser obtida – em parte, naturalmente – pela colaboração da Filosofia, pela revisão honesta de todos os grandes autores do passado, que foram caricaturizados, falsificados e apresentados num sentido que não é realmente o da sua Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos citar aqui, desde os pitagóricos até o século passado, autores que precisam ser revisados e reestruturados, para evitar-se aquelas “fables convenues”, aquelas mentiras históricas, os mitos e as interpretações falsas que se fazem da sua obra, com o simples intuito de denegri-los ou de favorecer outras posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos tomar a seguinte posição: procurando primeiro tudo o que nos une, depois pensemos em estudar o que nos separa, para ver se, o que nos separa, pode sofrer modificações ou acomodações, que permitam que aquilo que nos une, fomente a humanização da própria civilização. Daí decorreria, pois, inevitavelmente, a segunda parte, sobre o valor da pessoa humana que, sem dúvida, sofreu, neste século, devido ao desenvolvimento dos totalitarismos, uma afronta à sua dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os lados surge este tema, que pode e deve ser reestruturado em termos positivos e concretos. Finalmente, resultaria, então, a terceira parte, porque a paz, a tranqüilidade interior, a serenidade do espírito só podem ser alcançadas quando a mente assenta plenamente na Sabedoria, alcançando aquelas verdades, que estão ao nosso alcance e que são o fundamento de nossa verdadeira felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos em suma, o preceito de Pitágoras: “Ama a verdade até o martírio; não ames, porém, a verdade até à intolerância”! Procurando o que nos une realmente com todas as outras correntes e posições filosóficas, podemos abrir caminho para uma compreensão nos aspectos em que encontramos diferenças, que, muitas vezes, são apenas acidentais e não aptas a justificar uma separação profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse já seria um caminho de maior aproximação entre os homens, porque, na medida em que nos dedicamos à leitura dos textos, vamos compreendendo a ação nefasta dos intermediários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que, na Filosofia e temos milhares de exemplos para citar, os intermediários, os discípulos, em regra geral, falsificam a obra dos mestres segundo determinados interesses. Os adversários caricaturizam segundo outros interesses, e o resultado é a deformação total do verdadeiro pensamento do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra apresentada de segunda, terceira ou quarta mão está completamente desfigurada, o que permite ao autor um ataque fácil, pois não é difícil destruir caricaturas. Há casos, na Filosofia, em que autores tiveram suas obras refutadas antes de as terem publicado, eram, pois, obras conhecidas só pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos livros meus foram “refutados” antes de serem publicado, pelo simples fato de eu pretender tratar de tal ou qual matéria. Sem nem ao menos saberem qual a minha verdadeira posição num assunto, já haviam adversários para refutá-los. Não em público, porque isso eles não têm coragem de fazer, mas nos “corredores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filosofia nacional e o pensamento filosófico estrangeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando hoje se visita Portugal e se vê qual a atitude predominante neste país em relação ao seu patrimônio filosófico, espanta verificar a completa ignorância sobre o que de grande já se realizou na Filosofia Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, nada se estuda, nas escolas, da Filosofia Portuguesa dos séculos XV, XVI e XVII. Parece que Portugal nada realizou; desconhece-se que, por quase dois séculos, a Filosofia Portuguesa imperou no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconhecem-se autores como: Petrus Hispano; Antonio a Santo Domínico,.O.P.: Francisco Suárez, S.J., que embora espanhol, viveu grande parte da sua vida intelectual em Portugal, onde adquiriu o seu saber, além dos outros dois Francisco Soares, lusitanos; Martim de Ledesma, espanhol de origem, cuja formação intelectual realizou-se igualmente em Portugal; Francisco a Cristo, O.S.A., e Egídio da Apresentação, .O.S.A, Andréias de Almada, S.J. ; Ludovico de Sotto Mairo, O.P.; Gabriel da Costa; Hector Pinto, O S.; Hieron; Francisco da Fonseca, O.E.S.A; Manoel Tavares, da Ordem carmelitana e Francisco Carreiro, da Ordem cisterciense; Jorge O Serrão, S.J.; Ferdnando Peres, embora nascido em Córdova, foi outro que adquiriu a sua cultura em Portugal; Ludovico de Molina, S.J., nascido na Espanha, viveu, contudo, a maior parte do seu tempo em Portugal, onde estudou e foi discípulo de Pedro da Fonseca, S.J., o Aristóteles português; Petrus Luís, S.J.; Antônio Carvalho, S.J.; Baltazar Álvares, S.J.; Hieronimus Fernandes, S.J.; Gaspar Gonçalves, S.J.; Ludovicus de Cerqueira, S.J.; Gaspar Vaz, S.J.; Diogo Alves, S.J.; Francisco de Gouvêa, S.J.; Ferdinando Rebelo, S.J.; Gaspar Gomes, S.J.; Benedictus Pereira, S.J.; Sebastião de Couto, S.J.; Blásio Viegas, S.J.; Emanuel de Góis, S.J.; Cosmas de Magalhães, S.J.; Pedro da Orta, S.J.; João de São Tomás, O.P., para citar apenas alguns, Portugal nos deu esta floração de filósofos, afora os mais conhecidos, como Sanches e outros, porque correspondem à atual maneira de filosofar no mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pergunta-se: Pode-se falar numa Filosofia de Portugal ou apenas numa Filosofia em Portugal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo: Pode-se falar, sim, numa Filosofia de Portugal e também numa Filosofia em  Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, brasileiros, contudo, por um espírito de colonialismo passivo, que nos domina até hoje, não cremos em nós mesmos. Só damos valor àquilo que tem origem estrangeira, e não seja de Portugal, porque também esta procedência não goza de nossa admiração. É natural, pois, que falar numa Filosofia Nacional cause manifestações de completa descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditar que ela existe, nem tampouco que possa surgir, é atitude geral. Ainda hoje, “famosos professores de Filosofia” em Portugal dizem que é impossível criar-se uma Filosofia autóctone naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o português, o que vale é: “Penso, logo não existo” ou “Existo, logo não penso”. Podemos dizer que existe uma Filosofia no Brasil, mas se quiséssemos realmente falar numa Filosofia do  Brasil, tal afirmação exigiria exame. Não conhecemos obra de criação propriamente peculiar. Se estamos tentando realizar algo nesse sentido, não podemos afirmar, por motivos óbvios, que o seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que, pela nossa completa libertação de um passado metafísico, filosófico, histórico, que pese sobre nós e entrave as nossas possibilidades de ação, estamos em condições de criar uma Filosofia Ecumênica, uma Filosofia que seja realmente a Filosofia, por entre os muitos modos de filosofar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A heterogeneidade nas modalidades de filosofar surge nos períodos de predominância do empresário utilitário no contexto de uma cultura. Quando este predomina, prevalece a moda que penetra em todos os setores: na Filosofia, na Arte etc., como acontece no mundo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta variação tremenda de idéias, as quais surgem de todos os lados, não revela nenhuma pujança; é ao contrário, um índice de fraqueza, como a do período final da cultura grega e alexandrina. A Filosofia Positiva (fundada na positividade do ser, que alcança a perenidade, porque atinge as leis eternas) e Concreta, precisamente, porque, captando estas leis, relaciona todos os matizes de todos os aspectos formais – para dar-lhes uma unidade superior- é necessariamente Concreta, embora não no sentido vulgar do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência, felizmente, conseguiu libertar-se da moda, como o fez a Matemática; por isso, como se construiu uma Matemática, uma Ciência, também se pode construir uma Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que o pensamento brasileiro pode beneficiar-se do pensamento filosófico estrangeiro; reunindo o que há de positivo em todas as grandes realizações, provenham de onde provierem, construindo, depois, uma nova concreção e oferecendo-a ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a única possibilidade que nos cabe e que estamos em condições de realizar, muito embora a maioria de nossos intelectuais não creia nisto e negue, terminantemente, que tal seja alcançável por nós, açulando-se com sanha contra quem tentar fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve abrir-se a reflexão filosófica para uma visão transcendental da realidade, na perspectiva das razões metafísicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem uma visão transcendental da realidade não pode haver Filosofia, porque se esta se distingue da Ciência por dedicar-se esta ao estudo das causas próximas e a Filosofia às causas primeiras e últimas, fatalmente esta deverá ter uma visão transcendental da realidade ou, pelo menos, tocá-la, abordá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, além das causas primeiras e últimas, temos de estudar os princípios, objeto fundamental da Mathesis Megiste – dos pitagóricos que chamamos Matese em português – cuja elaboração estou realizando em obra especial, que é a Axiomática baseada em Boécio. É a Décima ciência dos pitagóricos, a Contemplação sapiencial de São Boaventura, a Sapiência de Santo Tomás etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses princípios são matéria que constitui, propriamente, o que em todos os ciclos culturais, em todas as altas religiões se chama de Sabedoria: Sabedoria infusa ou Sabedoria em que o homem participa da Divindade, ou ainda a própria Sabedoria divina que o homem pode abordar, tocar e na qual consegue penetrar. São temas que, naturalmente, exigem discussões sobre os seus principais aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é inegável, e não poderá deixar de abranger nenhuma visão filosófica em profundidade, é que há princípios eternos, leis eternas, que dominam todas as coisas, as quais não devem ser confundidas com as leis naturais nem com as da ciência. Este estudo levará, inevitavelmente, a uma visão transcendental da realidade, e sem ele não se faz Filosofia em profundidade, mas apenas de superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tendência, a de uma Filosofia que não ultrapassa a imanência da esquemática – que o homem pode construir apenas dentro de sua experiência mais vulgar – predomina no mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Qual é a íntima conexão entre a posição gnosiológica, metafísica e ética; entre a teoria e a prática?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-nos que aqui há duas perguntas: lª) a que interroga sobre íntima conexão entre a posição gnosiológica, metafísica e ética e 2ª) a íntima conexão entre a teoria e a prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responderei à primeira, depois à outra. As dificuldades no campo da Gnosiologia, da Metafísica, inclusive no da Ética, surgem naquele filosofar que coloca o homem quase como um ser estranho ante o universo, o qual é impermeável para ele. Coloca, assim o homem numa situação de ser completamente ilhado, bloqueado, sem a menor possibilidade de penetração mais profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências deste pensamento pessimista, negativista, são as seguintes: não é possível, com os nossos meios cognoscitivos, alcançar o que nos transcende e dar, também à própria Ética, uma visão transcendental. Desta forma existe a tendência a considerar todo o filosofar do homem apenas como uma obra humana -–restringida, portanto, aos limites de nossa experiência – fundamentada nos dados de nossos sentidos e meios limitados de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega-se, ademais, à conclusão de que todo e qualquer esquema que construamos jamais corresponde à realidade que nos ultrapassa. Estamos em pleno agnosticismo, ceticismo, pessimismo, ficcionismo, pragmatismo, materialismo, niilismo, “desesperismo”; são conseqüências que surgiram do filosofar moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, inegavelmente, a reflexão filosófica deve abrir-se para uma visão transcendental da realidade, sob pena de nos perdermos em armadilhas feitas por nós mesmos, afirmando uma deficiência que, na verdade, não temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte da pergunta é importantíssima. Surgem nos gregos as discussões em torno da teoria e da prática, da Filosofia e da Ciência Especulativa, da Filosofia e da Ciência prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avassalaram a atenção dos filósofos de maior responsabilidade intelectual e, apesar dos grandes trabalhos realizados – que fazem a nítida distinção entre a teoria e prática – que chegaram até nós, a maior parte deles é completamente desconhecida para aqueles que não tem nenhuma ligação com a Filosofia Positiva e Concreta, a qual pertence aos grandes ciclos culturais da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: estamos hoje vivendo uma completa confusão entre teoria e prática. Estabelece-se determinadas proposições teóricas, julgando-se que elas são perfeitamente práticas e vice-versa. Algumas proposições, extraídas exclusivamente da prática, passam a constituir verdadeiros axiomas teóricos. O resultado é que vivemos hoje num mundo de utopias e quimeras; como conseqüência, há desilusões, cujo resultado final é desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Filosofia é uma ciência objetiva ou uma produção pessoal, puramente subjetiva, do pensamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está um ponto de partida, verdadeiro divisor de águas. Desde o momento em que nos coloquemos na posição de quem pensa que a Filosofia é mera produção pessoal, puramente subjetiva do pensador, pomos aquela no campo da Estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se admitimos que a Filosofia é uma ciência objetiva, isto é, uma busca humana da sophia suprema, que nos ultrapassa e transcende, ela adquire uma feição completamente distinta. Em todos os ciclos culturais, a Filosofia Positiva e Concreta é uma ciência objetiva. Em todos os momentos de decadência ou refluxo, que são vários, ela se torna puramente subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Filosofia Moderna está caindo no subjetivismo. Vimos até a tendência de um Heisenberg querendo colocar a própria Ciência no subjetivismo, pela sua teoria da indeterminação. Há necessidade de esclarecer-se, sobretudo para aqueles que querem fazer Filosofia, o seguinte: se desejam fazer obra puramente subjetiva, dediquem-se à Estética e deixem em paz a Filosofia, assim como se pede aos positivistas que façam Ciência e não Filosofia, porque são coisas que devem ser distinguidas, cuja confusão só atrasa o progresso intelectual da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia exige demonstração e não meras asserções. Ademais, não devemos confundir filósofo com pensador que também trata de Filosofia – e muito menos ainda com professor de Filosofia. Em nossa época, o professor já se julga “dono” da Filosofia e, neste caso, há o perigo de se pensar que o fim é uma Filosofia de professores para professores de Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Que pensar sobre o problema do ateísmo contemporâneo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tema é de uma vastidão tremenda, já que o ateísmo contemporâneo não surge a rigor de uma especulação filosófica, mas sim, de certas decepções de caráter mais ético do que filosófico. A meu ver, o ateísmo não surge, propriamente, em torno do Deus Uno e de seus atributos, mas, em torno dos atributos do Deus Treino, ou Deus pessoal ou dos atributos morais de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço nenhum trabalho, de nenhum ateísta, que se limite a atacar, especificamente, o Deus Uno. Conheço agnósticos e cépticos, mas não ateístas que tomem uma posição definitiva, negadora da possibilidade de um Ser Supremo. O ateísmo é sempre o produto de uma má colocação do problema de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como “na Filosofia não há questões insolúveis, mas apenas mal colocadas”, o ateísmo moderno parece uma questão insolúvel, porque é mal colocada. Todas as ocasiões em que tive a oportunidade de me encontrar com ateístas, bastou-me pedir-lhes que descrevessem o que entendiam por Deus, para, nessa descrição, verificar quais as razões de seu ateísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-me fácil afastá-los de sua posição e colocá-los na aceitação de um Ser Supremo, o que é, para nós cristãos, o ponto de partida para uma total recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em que sentido a reflexão filosófica pode ter tonalidade cristã? Pode o cristianismo prestar benefícios ao filósofo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis também outra questão que, bem colocada, é de solução fácil. O ponto de partida está em saber o que se entende por tonalidade cristã. Se considerarmos Cristo sob um aspecto, no qual podemos encontrar-nos quase todos, isto é, representando Ele o que o homem tem de mais alto na sua forma perfectiva, caminhando para a Divindade – ou mesmo, neste sentido, reaproximando-se do Ser Supremo – podemos afirmar que a reflexão filosófica não pode deixar de ter uma tonalidade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver uma reflexão verdadeiramente filosófica que não erga o homem do menos para o mais. Portanto, o Cristianismo presta e sempre prestou benefícios ao filósofo, razão pela qual a Filosofia teve o seu maior desenvolvimento sob a égide do Cristianismo. Será também apenas através da concepção cristã, que se poderá realizar uma Filosofia superior capaz de unir os homens e fazê-los se compreenderem, pois Cristo representa, no homem, tudo quanto ele tem de mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia Pitágoras que a verdadeira piedade – aliás, a eusébeia – era a justa e nobre veneração da Divindade, consistindo aquela na prática de nossos atos perfectivos superiores. Aproximando-nos, pois, de Deus na medida em que praticamos, de modo mais perfeito, os nossos atos. Em suma: a eusébeia (a verdadeira piedade), para os pitagóricos, é a assemelhação a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conceito não é exclusivo dos pitagóricos, mas de revelação universal, de todos os ciclos culturais. A verdadeira Filosofia caminha paralela à Religião, porque, se esta é o caminho para elevar o homem a Deus pelas ações, aquela é o caminho para elevar o homem – pela meditação, pelo pensamento, pela pesquisa, pela especulação – também, a Deus. Por isso, a Religião pertence à vida prática e a Filosofia sobretudo à vida especulativa – o que não impede que a Filosofia especule também sobre a vida prática e nela atue dentro das normas desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto corresponde à vontade, ao entendimento humano na sua ação em busca do bem; mas a Filosofia é a vontade e a especulação em busca da verdade. Consequentemente, o homem, à medida que especula pela verdade, aproxima-se do Ser Supremo e à proporção que busca o seu justo bem aproxima-se de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a razão por que o divórcio entre Filosofia e Religião – que se procurou fazer no mundo ocidental como também já se fez em outros ciclos culturais, em situações correspondentes a esta – é apenas uma covardia, a ser substituída por uma atitude heróica, enfrentando, mostrando os defeitos dessa posição e propondo os verdadeiros caminhos de ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto sob este aspecto, o Cristianismo é universal, porque pertence a todos os ciclos culturais. Ele foi o pensamento verdadeiro mais profundo de todos os ciclos culturais, sendo, por isso, inseparável da religião do homem nos seus aspectos perfectivos. É o homem enquanto Vontade, Entendimento e Amor, correspondendo, na concepção católica, às Três Pessoas da Trindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando neste sentido, retiraremos o homem do pântano em que está afundado, do estado de desespero no qual imergiu, podendo tornar a oferecer-lhe uma nova perspectiva e esperança, que poderá solidificar uma fé verdadeira e robusta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116850026430847131?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116850026430847131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116850026430847131&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116850026430847131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116850026430847131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2007/01/entrevista-com-mrio-ferreira-dos.html' title='Entrevista com Mário Ferreira dos Santos'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116822681245442539</id><published>2007-01-07T23:14:00.000-04:00</published><updated>2007-01-07T23:48:16.116-04:00</updated><title type='text'>Entrevista com o Pe. Gabriele Amorth</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Retirada da revista &lt;a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/8AD66405-9663-B129-A77BED375441F390/mes/Agosto2000"&gt;Catolicismo&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);font-size:130%;" &gt;Exorcista da diocese de Roma: alerta quanto ao importante avanço do demônio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;        O&lt;/span&gt; Revmo. Pe. Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo, muito apreciado na Itália por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade jornalística - seu programa na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Radio Maria&lt;/span&gt; peninsular conta com 1.700.000 ouvintes -, tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um exorcista conta-nos&lt;/span&gt;, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtido várias edições. A partir de então, a mídia internacional vem focalizando a atuação desse sacerdote, nomeado Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Solicitadíssimo por inúmeras pessoas necessitadas de amparo contra as insídias diabólicas, o Pe. Amorth exerce intenso e extenuante trabalho apostólico. Mesmo assim, marcou um horário para receber nosso enviado especial, Sr. Nestor Fonseca, a quem acolheu amavelmente, juntamente com o fotógrafo, Sr. Kenneth Drake, na Casa-Mãe da Pia Sociedade de São Paulo, na Cidade Eterna, no dia 26 de junho último. E durante aproximadamente duas horas foi respondendo, com a segurança de um zeloso e experimentado exorcista, às múltiplas e complexas questões que lhe foram sendo apresentadas. Abaixo transcrevemos partes da substanciosa entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                                                                                   *     *     *&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;          Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Todas as pessoas sofrem as insídias e as tentações diabólicas, acontecendo de uma mesma tentação voltar  a se repetir muitas vezes. Podemos dizer que tal tentação torna-se um estado de perseguição do demônio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Devemos distinguir a ação ordinária da ação extraordinária do demônio. A ação ordinária é a de tentar-nos. Por conseguinte, todo o campo das tentações pertence à ação ordinária diabólica à qual todos somos sujeitos e o seremos até a morte. A tal ponto somos sujeitos a essas tentações, que Jesus Cristo, fazendo-se Homem, aceitou ser tentado por Satanás, não apenas nas três tentações do deserto, mas durante toda a sua vida, como também ocorreu com Maria Santíssima. Isto porque a tentação faz parte da condição humana. Esta é a ação ordinária do demônio, como dizia o Catecismo de São Pio X, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por ódio a Deus,&lt;/span&gt; [o demônio] &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tenta o homem ao mal&lt;/span&gt;". Ou seja, por ódio a Deus, o demônio gostaria de arrastar-nos todos para o inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação extraordinária, por sua vez, é uma ação rara. É aquela na qual o demônio causa distúrbios particulares. Portanto, não se trata de simples tentação. Distúrbios particulares que podem chegar  à possessão diabólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt;  -  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Que tipos de distúrbios podem ocorrer? V. Revma. poderia classificá-los e, ao mesmo tempo, dar as razões da existência de tais distúrbios?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt;  - --- Não existem dois casos iguais. Já fiz mais de 40 mil exorcismos. Entendamo-nos. Não a 40 mil pessoas, pois em muitas delas eu fiz centenas e centenas de exorcismos. Pois livrar uma pessoa do demônio, geralmente, constitui um trabalho MUITO lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevi em meu livro Um exorcista conta-nos, fico bastante contente quando uma pessoa se livra do demônio, após quatro ou cinco anos de exorcismos, com a média de um exorcismo por semana. Conheço pessoas que ficaram livres do demônio após 12 ou 14 anos de exorcismos seguidos. Portanto, muitos exorcismos feitos à mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa pode levar vida normal com sofrimentos, de maneira que aqueles com os quais convive nem se dêem conta de que está possessa. Apenas quando sobrevêm os momentos de crise, então ela se comporta de uma maneira inteiramente anormal, não podendo cumprir seus deveres de trabalho, de família, sem excessiva dificuldade. Em alguns casos, a pessoa pode ser assaltada pelo demônio, digamos, 24 horas ao dia. Em tal caso, a pessoa não pode fazer nada. Mas são casos raríssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente o demônio apenas em certos momentos investe contra a pessoa e se manifesta, sobretudo quando é obrigado a fazê-lo durante o exorcismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt;  - &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;E qual é a causa para que o demônio permaneça mais ou menos tempo na mesma pessoa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - A expulsão do demônio depende de uma intervenção extraordinária de Deus. Ou seja, cada expulsão do demônio constitui um verdadeiro milagre. E Deus pode praticá-lo a qualquer momento. Nós, exorcistas, podemos prever, através de algo que nos oriente, quanto tempo ser-nos-á necessário para expulsar o demônio de uma pessoa. Por exemplo, uma criança. É mais fácil expulsar o diabo de uma criança que de um adulto. O mesmo passa-se em relação a uma pessoa que nos procura logo após ter sido possuída, uma vez que o demônio ainda não teve tempo de deitar raízes naquela pessoa. O primeiro exorcismo fala em "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;erradicar e expulsar o demônio&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, torna-se muito mais difícil quando sou procurado por pessoas de 50, 60 anos, e ao fazer-lhes exorcismos falando com o demônio - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pois eu falo diretamente com o demônio quando a pessoa está endemoninhada&lt;/span&gt; -, descubro que às vezes a pessoa era criança ou ainda se encontrava no próprio seio materno quando sofreu os primeiros ataques do Maligno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt; -  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;V. Revma., há pouco, referindo-se à expulsão do demônio de um possesso, disse que ela constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Certo. A libertação de uma pessoa da ação do demônio constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus. Aliás, tenho disso um exemplo, ocorrido na semana passada. Um caso muito difícil de possessão diabólica e eu tinha razões suficientes que levavam a prever muitos anos de exorcismos para se libertar aquela alma das garras do demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que tal pessoa foi ao Santuário de Lourdes, na França, tomou banho na piscina, acompanhou a procissão do Santíssimo Sacramento, rezou muito. Resultado: um milagre! Voltou para casa completamente livre da possessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt;  - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;V. Revma. poderia dar uma explicação a nossos leitores, ainda que sucinta, da necessidade do exorcismo e dos exorcistas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - O exorcismo é constituído de várias orações oficiais feitas em nome da Igreja, e Deus ouve essas orações. Com efeito, existem tantas razões para isso! O exorcismo depende muito das causas que determinaram a possessão diabólica, uma vez que estas exercem muita influência sobre o possesso. Dou-lhe um exemplo simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma pessoa se consagrou a Satanás e fez o pacto de sangue com ele, é fácil entender que ela praticou um ato voluntário de doação de si mesma ao Maligno. Então, libertar tal pessoa torna-se muito mais difícil, faz-se necessário muito mais tempo do que o empregado para libertar um inocente, que foi vítima de um malefício causado por outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Pelo que V. Revma. afirmou acima, o exorcismo não constitui o único modo de uma pessoa fazer cessar a possessão. Haveria outras?  Porque com a atual dificuldade em encontrar exorcistas…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Pode-se libertar da possessão com o exorcismo, que é uma oração oficial da Igreja, mas reservada aos exorcistas - pouquíssimos, quase inencontráveis. Outra forma, aberta a todos,  são as orações de libertação. No final de meus livros eu acrescento orações de libertação que sugiro. As orações mais eficazes são as de louvor, glória a Deus. Assim nós também muitas vezes, nos próprios exorcismos, recitamos o Credo, o Glória, o Magnificat, Salmos, trechos da Bíblia, o Evangelho em que Jesus liberta os endemoninhados. Elas têm grande eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os demônios têm nomes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Quando constringidos pelo exorcista a dizer seus nomes, costumam apresentá-los. Os que têm nomes bíblicos ou de tradição bíblica, são demônios fortes e é muito mais trabalhoso exorcizá-los. Continuamente dão nomes como Satanás, Asmodeu, Lilite, denominações igualmente importantes. O nome Lúcifer é de tradição bíblica e não um nome bíblico. Ou seja, nós o atribuímos à Bíblia, mas esta não cita Lúcifer. Encontramos freqüentemente um demônio de nome Zabulom. O nome Zabulom, encontramo-lo na Bíblia, mas nunca como demônio. Zabulom é uma das 12 tribos de Israel. Há um demônio, porém, que tomou posse desse nome e é um demônio fortíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos nas Sagradas Escrituras o demônio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Asmodeu. Deparo-me muitíssimas vezes com ele, porque é o demônio que destrói  os casamentos. Ele rompe os matrimônios ou os impede. É tremendo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Uma pessoa possuída ou possessa, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in genere&lt;/span&gt;, pode estar dominada por muitos demônios. Temos um exemplo no Evangelho, quando Nosso Senhor interroga os endemoninhados de Gerasara e  pergunta: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como te chamas?&lt;/span&gt;" E o demônio responde: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;legião&lt;/span&gt;", porque são muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Lembro o caso de um demônio fortíssimo que possuía uma freira, uma possessão tremenda (às vezes, são vítimas que se oferecem pela conversão dos pecadores e sofrem esta espécie de possessão). Quando eu lhe perguntava o número, respondia-me: "Milhares!" "Milhares!" "Milhares!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A TV, de um modo geral, com programas incentivadores de práticas de magia e espiritismo, bem como desagregadores das tradições cristãs e da família, têm colaborado ponderavelmente para o incremento do satanismo? E o rock satânico, tem concorrido para a disseminação do poder do demônio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;         Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Quando foi inventada a televisão, o Padre Pio ficou furioso. E a quem lhe dizia que se tratava de uma magnífica invenção, ele respondia: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Verá que uso farão dela!&lt;/span&gt;" Com efeito, a TV é corrupção da juventude e igualmente dos velhos! Ouso acrescentar: é também a corrupção dos padres, dos sacerdotes e das freiras. Com os espetáculos contínuos de sexo, de horror, de violência... A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Internet&lt;/span&gt; é ainda pior, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Internet&lt;/span&gt; é ainda pior, repito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Certa vez, ao fazer um exorcismo, falando com o demônio, ele dizia: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A televisão, fui eu que a inventei!&lt;/span&gt;" Eu afirmava: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não! Tu és um mentiroso! A televisão é uma grandíssima invenção do homem. Tu inventaste o mau uso dela, a fim de corromper as pessoas&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos que existe o nudismo. Todos sabemos que haverá [já houve, em Roma], dentro de alguns dias, uma manifestação de homossexuais! Uma demonstração do vício, o pecado que isso representa! Ali está, não há dúvida, a ação do demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       No caso acima, existe a atividade ordinária do demônio de tentar o homem, mas também a atividade extraordinária do demônio, que se serve da ocasião para possuir as pessoas que promovem essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Quanto ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rock&lt;/span&gt; satânico, é tremendo. Pode conduzir à possessão diabólica porque ensina o culto a Satanás. E pouco a pouco, através do culto a Satanás, chega-se a ser possuído por ele. Satanás é esperto, introduz-se sem nunca fazer-se sentir. Pode-se começar com simples jogos de cartas, de tarôs, e, através dos jogos, saber se vai ganhar na loteria, adivinhar acontecimentos, doenças de amigos. E, pouco a pouco, vai-se sendo possuído pelo demônio. O diabo age assim: atua sem se fazer sentir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As doutrinas marxistas e sua aplicação concreta contribuem, de modo considerável, para a difusão do satanismo na sociedade contemporânea?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Sim. Tenhamos presente que assim como o demônio pode  possuir uma pessoa, pode igualmente possuir uma classe de pessoas,  pode assumir o governo de uma nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Exemplifico. Estou convicto de que Hitler, Stalin, eram possuídos pelo demônio e que o nazismo - em massa - era possuído pelo Maligno. Auschwitz, Dachau: não podem ser explicadas as atrocidades cometidas nesses lugares sem se cogitar numa perfídia verdadeiramente diabólica. E não há nenhuma dúvida de que o demônio influiu muitíssimo no mundo cultural. O demônio quer distanciar o homem de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Por outro lado, tivemos pela primeira vez na História um fenômeno profetizado em Fátima - 1917, 13 de julho -, a aparição mais importante de Nossa Senhora em Fátima, aquela na qual encontram-se os segredos e em que Nossa Senhora fez ver o inferno. Nessa ocasião, entre outras coisas, profetizou: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se não obedecerem minhas palavras, a Rússia espalhará seus erros pelo mundo&lt;/span&gt;". Nunca aconteceu que o povo tivesse sido instruído para o ateísmo. Em Moscou, entretanto, existia uma Universidade do ateísmo, na qual se formavam os participantes do Partido e se ensinava como atuar para destruir a religião em uma nação religiosa. Jamais, no passado da humanidade, ensinou-se o ateísmo. Foi uma novidade de nosso século, devido ao comunismo que espalhou o ateísmo por todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;          Catolicismo&lt;/span&gt;  - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A falta de fé seria a principal e mais profunda causa do aumento do poder satânico no mundo atual?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;         Pe. Amorth&lt;/span&gt; - Sempre. É matemático. Examinando toda a história do Antigo Testamento, a história de Israel, quando esta abandona Deus, entrega-se à idolatria. É matemático, quando se abandona a Fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Tomem as velhas nações da Cristandade medieval. A católica Itália, a França, a Espanha, a Áustria, a Irlanda, que uma vez foram nações cujo catolicismo era forte. Agora o catolicismo tornou-se fraquíssimo. Na Itália, de 12 a 14 milhões de italianos freqüentam atualmente sessões de bruxaria e cartomantes. Há no país aproximadamente 65.000 bruxos e cartomantes, muito mais que o número de sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também na Itália de 600 a 700 seitas satânicas. E 37% da juventude italiana participaram algumas vezes de sessões espíritas, acreditando ser um mero jogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Um movimento dirigido por um sacerdote ensina aos pais como falar com seus filhos falecidos... Isto é espiritismo puro. Em outros tempos o espiritismo exercia-se através de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;médium&lt;/span&gt; em estado de transe, e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;médium&lt;/span&gt; evocava a pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espiritismo consiste em evocar um defunto para interrogá-lo e obter dele respostas. Agora não é mais necessária a presença do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;médium&lt;/span&gt;, pois pratica-se o espiritismo através do gravador, do televisor e da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Internet&lt;/span&gt;... Os dois meios mais usados são gravadores e escritura automática. A página mais lida dos jornais é o horóscopo... e os quotidianos não são comprados pelos analfabetos. São os industriais, os políticos, que não tomam decisões sem antes ouvir um bruxo. Ou seja, sempre que diminui a Fé, aumenta a superstição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Por exemplo, faz-se um referendum na Itália para a defesa da família, vence o divórcio; faz-se um referendum em defesa da vida, vence o aborto. E isto na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;católica&lt;/span&gt; Itália... Não nos espantemos, Satanás é poderoso. Nosso Senhor o chama por duas vezes "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Príncipe deste Mundo&lt;/span&gt;".  São Paulo o chama "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus deste mundo&lt;/span&gt;". São João diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todo mundo jaz sob o poder do Malign&lt;/span&gt;o". E quando o demônio tenta Nosso Senhor, leva-O ao alto do monte, fá-Lo ver os reinos da Terra, e diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;São meus, e os dou a quem quero e se tu te ajoelhares diante de mim...&lt;/span&gt;" . Jesus não lhe responde: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu és um mentiroso, todos os reinos são de meu Pai. É Ele quem dá a quem quiser&lt;/span&gt;". Não, não. A Escritura diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu ajoelhar-te-ás somente ante teu Deus&lt;/span&gt;". Nosso Senhor não contradiz o demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Hoje tantos ajoelham-se diante de Satanás para obter sucesso, prazer, riquezas - as três grandes paixões do homem! E o demônio oferece o sucesso, o prazer, a riqueza, mas sempre unidos a terríveis sofrimentos.  Vemos o sucesso, vemos o dinheiro. Imaginamos que aquela pessoa é feliz. Não é verdade, pois o demônio só pode praticar o mal. Por conseguinte, as pessoas que se entregam ao demônio têm o inferno nesta vida e na outra. Aqui um inferno dourado, mascarado de sucesso, e depois... o fogo eterno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt; -  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qual a influência do chamado progressismo católico nessa decadência da virtude teologal da fé?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Pe. Amorth - Hoje, infelizmente, existem teólogos e exegetas que negam até mesmo os exorcismos de Nosso Senhor. No meu último livro - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exorcismos e Psiquiatras&lt;/span&gt; - dedico um  capítulo aos exorcistas franceses; apenas cinco de um total de 105 crêem e fazem exorcismos, os outros... não crêem neles. Em um de seus congressos, convidaram para falar exegetas que negam os exorcismos de Nosso Senhor. Afirmam eles tratar-se de uma linguagem apenas cultural e que o Redentor adaptava-se à mentalidade da época, mas que, na verdade, aquelas pessoas eram apenas loucas e não possessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Essas prédicas de exegetas influíram nos espíritos dos Bispos, dos padres etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quais as razões que levam Bispos católicos a se desinteressarem inteiramente da temática demônio, abandonando assim os fiéis à ação preternatural, crescente nos dias atuais?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Amorth  -- Não há razão para se impressionar com minha resposta. No Evangelho, Nosso Senhor diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O demônio é fortíssimo&lt;/span&gt;". Isto está muito claro. É fortíssimo e conseguiu, com sua habilidade, fazer-nos crer que [ele] não existe, coisa que mais lhe agrada. Porque pôde realizar isso nestes séculos - pois já faz três séculos que faltam exorcistas. E isso explica meu combate aos Bispos, aos padres que não crêem na ação do demônio. Eu os critico fortemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Julgo que 90% dos padres e dos Bispos não crêem na ação extraordinária do demônio. Talvez existam alguns! TALVEZ, TALVEZ. No Concílio Vaticano II, alguns Bispos já afirmavam que não existia!...  Durante o Concílio, hein! Diante da Assembléia Conciliar! Repito: tenho por certo que 90% dos Bispos e sacerdotes não crêem na ação extraordinária do demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Razão pela qual há três séculos, na Igreja latina, verifica-se uma escassez espantosa de exorcistas. Na Alemanha, nenhum! Na Áustria, nenhum! Na Suíça, nenhum! Na Espanha, nenhum! Em Portugal, nenhum! Quando eu digo "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nenhum&lt;/span&gt;", não estou afirmando que não existam um, dois, mas de tal maneira não são encontrados, que os considero como inexistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma cidade européia, importante centro de peregrinação, temos uma livraria Paulina.  Quando lá estive, dei-me conta, através de um livreiro amigo, que dispunham de meu livro na livraria, mas escondido. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Bispos disseram-nos para tê-lo escondido, e não expô-lo! De não expô-lo!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Por outro lado, há muitos Bispos que não nomearam exorcistas. Um Prelado famoso - o Cardeal Todini, que foi Arcebispo de Ravena -, numa transmissão televisiva jactou-se de nunca ter nomeado exorcistas! Esta, infelizmente, é a situação na qual nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;         Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;V. Revma. baseia-se em alguma escola espiritual, em algum Santo, para tomar uma posição tão louvável quanto destemida?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Pe. Amorth - Eu procuro seguir a linha iniciada por um santo espanhol, o Beato Francisco Palau, carmelitano, que já em 1870 veio a Roma falar sobre o exorcismo com o Papa Pio IX. Voltou depois a Roma durante as sessões do Concílio Vaticano I, para que se tratasse da necessidade de exorcistas. Com a interrupção daquele Concílio em razão da tomada de Roma, o assunto sequer foi levantado.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;         Catolicismo&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pe. Amorth, que conselho V. Revma. poderia dar-nos  e a  nossos caros leitores para nos precavermos contra eventuais malefícios (macumbas, por exemplo) que se queiram fazer para nos prejudicar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Pe. Amorth - O conselho número um consiste em ter fé. Depois, viver na graça de Deus. Se se vive em estado de graça,  está-se protegido, é mais difícil que a macumba nos atinja. Porém, se se é realmente atingido, é necessário recorrer-se aos exorcismos, a muitas orações, a muitos sacramentos e, com a graça de Deus, se é libertado. Mas pode ser que Deus permita que se continue no estado de possessão, para o bem espiritual da própria pessoa. Assim, São João Crisóstomo afirma que o demônio, malgrado ele próprio, é o grande santificador das almas…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116822681245442539?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116822681245442539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116822681245442539&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116822681245442539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116822681245442539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2007/01/entrevista-com-o-pe-gabriele-amorth.html' title='Entrevista com o Pe. Gabriele Amorth'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116797226028731576</id><published>2007-01-05T00:40:00.000-04:00</published><updated>2007-01-05T00:44:20.306-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Retirado do livro de Eckermann, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Conversações com Goethe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;. Trad. de Luís Silveira, ed. Vega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira,&lt;br /&gt;15 de Outubro de 1825.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui encontrar esta tarde com Goethe muito bem disposto e tive a satisfação de ouvir mais uma vez da sua boca opiniões importantes. Falamos do estado da nova literatura da qual Goethe disse as palavras que se seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falta de caráter de cada uma das personagens que investigam e escrevem", disse ele, "é a origem de todos os males de nossa literatura hodierna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Especialmente na crítica esta falta de caráter é prejudicial, pois espalha falsidades com o nome de verdades ou nos dá uma pobre verdade às custas de coisas grandiosas, que nos fora bem mais grato conhecer completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até hoje o mundo acreditava no sentido épico duma Lucrécia, de um Mucius Scaevola e agitava-se e entusiasmava-se por eles. Mas eis que vem agora a crítica histórica e diz que tais personagens nunca viveram, e que não passam de ficções e fábulas criadas pelo alto espírito dos romanos. De que nos serve, porém, uma verdade tão pobre?! Se os romanos foram suficientemente grandes para efabular tais coisas, devemos também ser pelo menos tão grandes que nelas acreditemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até hoje tinha sido para mim sempre um prazer acreditar num episódio do século XIII, aquele em que o Imperador Frederico II, tendo tido de tratar assuntos com o Papa, deixara a Alemanha do Norte aberta a incursões inimigas; hordas asiáticas penetraram nela e chegaram até a Silésia; mas o Duque de Leignitz derrotara-as completamente. Os asiáticos dirigiram-se depois para a Morávia, mas foram aí batidos pelo Conde de Sternberg. Estes heróis viviam na minha imaginação como os grandes salvadores da Nação Alemã. Mas agora vem a crítica histórica e diz-nos que estes heróis se sacrificaram inutilmente porque o exército asiático retiraria em breve e se afastaria por si próprio. Assim se reduz ao nada um grande episódio patriótico e ficamos desolados por completo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois destas opiniões sobre críticos da História, Goethe falou acerca de investigadores e escritores doutra espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca teria conhecido a miséria dos homens e sabido como poucos se preocupam com os grandes objetivos", disse ele, "se não tivesse feito a prova com os meus estudos de ciências naturais. Reparei que para a maior parte deles a ciência só importa como modo de vida e que adoram até o erro desde que à custa dele possam viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com as Belas Letras o caso não é diferente. Também nelas os grandes ideais e o sentido puro do que é verdadeiro e bom e o desejo de expansão destas coisas raras vezes surge. Elogia-se e suporta-se um segundo, porque se quer ser também suportado e elogiado por ele, e a verdadeira grandeza não importa a estes literatos que até gostariam de a extinguir do mundo, justamente para que eles pudessem conseguir a importância que não têm. A massa geral é assim, e os que dela sobressaem não são muito melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A. W. von Schlegel poderia ter sido muito importante dado o seu gênio e erudição enciclopédica. Mas a sua falta de caráter não permitiu que a nação recebesse a extraordinária influência dele nem que lhe desse a atenção devida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Precisamos de um homem como Lessing; donde vem a grandeza deste senão do seu caráter e de sua constância! -- Homens tão inteligentes e tão cultos como ele há em quantidade; mas onde há um caráter desta natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há muitos homens inteligentes e bastante sabedores, mas simultaneamente tão cheios de orgulho que gostam de se fazer admirar pelas massas de curta visão como pessoas espirituosas, e não se envergonham nem se temem de nada, nem consideram coisa alguma sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por isso tem muita razão Madame Genlis quando protesta contra as liberdades e gracejos de Voltaire, pois, em boa verdade, por muito cheios de espírito que sejam nenhuma melhoria trouxeram ao mundo e nada sobre tal fundamento se pode construir. Antes, pelo contrário, pode ser bem prejudicial, porque desnorteia os homens e lhes tira o apoio indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E para mais -- que conhecimento alcançamos, e que objetivos conseguimos com todos os nossos motejos?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem não nasceu para resolver os problemas do mundo, mas sim para investigar a que importa o problema e parar logo nos limites do que é compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Medir os problemas do Universo não é coisa permitida às suas faculdades e querer trazer ao mundo razão é para as suas possibilidades trabalho em vão. A razão dos homens e a razão de Deus são duas coisas muito diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando defendemos a liberdade do homem fazemo-lo sob a égide da omnisciência divina, pois visto que Deus sabe o que eu farei, terei de proceder como ele sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Digo isto só como sinal do pouco que sabemos e de que se não deve tocar nos segredos divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Devemos também só exprimir pensamentos superiores que tragam bem ao mundo. Os outros devemos conservá-los para nós, e devem iluminar aquilo que fazemos com um modesto raio de Sol, quando se vai esconder no poente."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116797226028731576?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116797226028731576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116797226028731576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116797226028731576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116797226028731576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2007/01/retirado-do-livro-de-eckermann.html' title=''/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116771302557297690</id><published>2007-01-01T23:14:00.000-04:00</published><updated>2007-01-02T00:43:48.020-04:00</updated><title type='text'>Rodrigo Pedroso - Pio XII e o nazismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Gentilmente cedido pelo autor. A nota sobre a carta-renúncia de Pio XII é minha, mas a coloquei a partir de uma indicação de leitura do próprio Rodrigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe fonte historica alguma que comprove ou sugira que a Santa Sé entrou em acordo com a Alemanha Nazista para não tomar conhecimento do holocausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve foi uma Concordata assinada entre a Santa Sé e a Alemanha, em 20 de julho de 1933. O que é uma concordata, no direito canonico internacional? Concordata é um documento em que a Igreja, na qualidade de autoridade eclesiastica, e o Estado, na qualidade de poder secular, regulam e delimitam suas relações mutuas e suas atribuições reciprocas. É um documento para impedir que uma autoridade interfira nas atribuições de outra, e vice-versa. Durante os seculos, a Igreja assinou diversas concordatas. A mais recente concordata foi assinada entre a Santa Sé e a Republica Portuguesa, em 2004 (ver: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Concordata_de_2004"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Concordata_de_2004&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;L'Osservatore Romano&lt;/span&gt; (o diario oficial do Vaticano), de 2 de julho de 1933, esclarecia expressamente aos fiéis que a assinatura da Concordata não deveria ser interpretada em sentido algum como aprovação da ideologia nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo da Concordata firmada pela Santa Sé em 1933 &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;era garantir aos catolicos da Alemanha a liberdade religiosa.&lt;/span&gt; Todavia, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o governo nazista desrespeitou a Concordata.&lt;/span&gt; Repetidas violações aos direitos dos catolicos alemães levaram o Papa Pio XI &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a condenar a ideologia nazista como contrária à Fé catolica e ao direito natural, na Enciclica&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_14031937_mit-brennender-sorge_en.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Mit Brennender Sorge&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, assinada em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14 de março de 1937&lt;/span&gt;. A Enciclica está disponivel, em inglês, no sitio eletronico do Vaticano: &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_14031937_mit-brennender-sorge_en.html"&gt;http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_14031937_mit-brennender-sorge_en.html.&lt;/a&gt; Nesta Enciclica, o Papa proclamou ao mundo o que o nazismo realmente era: uma arrogante apostasia de Jesus Cristo, a recusa de seu Evangelho e de sua obra de Redenção, a idolatria da raça e do Estado, a nulificação da liberdade e da dignidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de outubro de 1939, em sua primeira Enciclica, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Summi Pontificatus&lt;/span&gt;, o Papa Pio XII não deixou de recriminar o ressurgimento do paganismo e o racismo, na epoca representados pelo nazismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tão decantada laicização da sociedade, que tem feito progressos cada vez mais rápidos, subtraindo o homem, a família e o Estado ao benéfico e regenerador influxo da idéia de Deus e do ensino da Igreja, fez ressurgir, em regiões onde por espaço de tantos séculos brilharam os fulgores da civilização cristã, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;indícios, cada vez mais claros, mais distintos e angustiosos de um paganismo corrompido e corruptor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (...)&lt;br /&gt;«27. O primeiro desses erros perniciosos, hoje largamente difundidos, é o esquecimento daquela lei de caridade e solidariedade humana, sugerida e imposta, quer pela identidade de origem, e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pela igualdade da natureza racional em todos os homens, sem distinção de povos,&lt;/span&gt; quer pelo sacrifício da redenção oferecido por Jesus Cristo sobre a cruz ao Pai celeste em favor da humanidade pecadora. (...)&lt;br /&gt;«&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos aqueles que passam a fazer parte da Igreja, qualquer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seja a sua origem&lt;/span&gt; ou língua, devem saber que têm igual direito de filhos na casa do Senhor, onde impera a lei e a paz de Cristo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«35. Entre os dilacerantes contrastes que dividem a família humana, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;possa este ato solene proclamar a todos os nossos filhos&lt;/span&gt;, esparsos pelo mundo, que o espírito, o ensino e a obra da Igreja nunca poderão ser diversos daquilo que pregava o Apóstolo das gentes: "E vos revestistes do homem novo, que se renova para o conhecimento segundo a imagem do seu Criador. Aí não há mais grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro; cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo e em todos&lt;/span&gt;" (Cl 3, 10-11).» (Pio XII, Enciclica &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20101939_summi-pontificatus_po.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Summi Pontificatus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, n. 22, 27, 34 e 35, grifos nossos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em 25 de dezembro de 1942, em sua Radiomensagem de Natal, o Papa Pio XII registrou seu protesto contra o genocidio perpetrado pelos nazistas, não só contra os judeus, mas contra outras etnias como ciganos e eslavos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Este voto deve-o a humanidade às centenas de milhares de pessoas que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem culpa nenhuma da sua parte, às vezes só por motivos de nacionalidade ou raça, se vêem destinadas à morte ou a um extermínio progressivo.&lt;/span&gt;» (Pio XII, Radiomensagem &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/speeches/documents/hf_p-xii_spe_19421224_radiomessage-christmas_po.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Con Sempre Nuova Freschezza&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, n. 55, grifos nossos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pio XII também colaborou com a vinda de inumeros judeus para o Brasil, fugitivos da perseguição nazista. As peripecias estão narradas no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Judeus do Vaticano&lt;/span&gt;, de Avraham Milgram, publicado pela editora judaica Imago. (É a "lista de Pio XII", se quisermos parafrasear a "lista de Schindler").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter em mente que Pio XII era chefe de um micro-estado de apenas 44 hectares, cujas Forças Armadas reduziam-se à insignificante Guarda Suiça (certa vez Stalin perguntou: "Quantas divisões tem o Papa?"). Ademais, o Vaticano fica encravado no territorio da Italia, aliada da Alemanha no Eixo nazi-fascista. Havia o risco das tropas nazi-fascistas invadirem o Vaticano e levarem o Papa prisioneiro (como Napoleão havia feito com Pio VII, em 1812). Pio XII chegou a preparar uma renuncia por escrito que foi assinada e autenticada, de modo que ele não seria mais o Papa se viesse a cair prisioneiro do Exercito alemão*. Ele seria apenas um cidadão italiano particular, chamado Eugenio Pacelli, seu nome de Batismo. Deste modo, não se repetiria na Igreja a crise que houve com o cativeiro de Pio VII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o assunto, ver &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=207091&amp;franq=134562"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;O Incrivel Livro do Vaticano e Curiosidades Papais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, de Nino lo Bello&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116771302557297690?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116771302557297690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116771302557297690&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116771302557297690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116771302557297690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2007/01/rodrigo-pedroso-pio-xii-e-o-nazismo.html' title='Rodrigo Pedroso - Pio XII e o nazismo'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116727773165415531</id><published>2006-12-27T23:46:00.000-04:00</published><updated>2006-12-27T23:48:51.666-04:00</updated><title type='text'>Julián Marías - Contra la polémica</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Retirado de http://www.conoze.com/doc.php?doc=1871&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy muy poco partidario de las polémicas. Pienso que deben ser algo excepcional, reservado a algunos casos en que se justifiquen con títulos muy precisos. La mayoría de las veces, las polémicas sirven para dar resonancia a aquello contra lo que se polemiza. Si es injusto, torpe o absurdo, caería por su propio peso y sería pronto olvidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece muy preferible decir positivamente lo que parece verdadero y justo, con buena educación y las razones que lo sustenten. Lo malo es que esto no tendrá probablemente resonancia alguna; los medios de comunicación no lo comentarán, ni siquiera lo citarán, mientras repiten y glosan el disparate inicial, que así quedará presente en la mente de las multitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En los últimos días se ha hablado con alguna precisión cuál es la realidad, que puede enunciarse con gran irresponsabilidad de la lengua española y de otras lenguas. No es difícil ver con rigor, con la coherencia que la verdad tiene, y que la hace inatacable con razones. Pero esto no produce "ondas", queda reducido a lo dicho, sin más, y ello desanima a los que no tienen fe en la razón. Siempre he pensado que el decir algo tiene importancia, aunque no pase nada, porque pasa, por lo pronto, que "se ha dicho". En los tiempos, bastante cercanos, en que era difícil y acaso arriesgado decir algo verdadero, yo sentía confianza en que algo quedara dicho. He comprobado después cuánto irrita precisamente eso, que algo haya sido dicho -o, por el contrario, que no se haya dicho nunca algo de lo que ahora se siente rubor-.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo que esta consideración se debe tomar en toda su extensión posible. Las posiciones políticas, las estimaciones literarias o artísticas, las interpretaciones de la historia, las valoraciones morales, son con frecuencia absurdas, indefendibles, en suma, falsas. Es un error tomarlas en serio, enfrentarse con ellas, polemizar, dándoles el oxígeno que necesitan para no ahogarse en su propio vacío. Casi todas las enormidades políticas de nuestro siglo han sido, si no engendradas, desarrolladas por la atención que se les ha prestado, incluso, y muy principalmente, la hostil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He recordado muchas veces que en los años del decenio de 1930, las dos palabras clave de la política eran "anticomunismo" y "antifascismo". Nada más peligroso que lo negativo, el definirse por aquello "contra" lo que se está, dejando la iniciativa precisamente a eso que se pretende combatir. Fascismo y comunismo florecieron en ese decenio, con las consecuencias que conocemos bien, porque casi nadie formuló y defendió con buenas razones lo que parecía justo. Lo que hubiera podido ser la solución -que acaso acabó por imponerse en las mentes, pero en forma imperfecta y después de varios desastres y millones de muertos-, no tuvo posibilidad real de sostenerse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sería terriblemente aleccionador recordar lo que muchos de quienes podía esperarse otra cosa dijeron, tal vez con entusiasmo e insistencia, años atrás; y más aún lo que, pudiendo, dejaron de decir. Algunos se escudan en su juventud; pero si se miran bien las fechas, las edades corresponden a lo que siempre se ha visto como madurez; esto sin contar con que la juventud no da derecho a la irresponsabilidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El fondo de la cuestión es que se tenga o no confianza en la realidad misma y en su expresión verdadera; en suma, en la razón, que es, según la vieja formulación "provisional" que acuñé hace exactamente medio siglo, "la aprehensión de la realidad en su conexión". He mantenido siempre esa confianza, y creo que una de sus expresiones más certeras es que "las puertas del infierno no prevalecerán". Esto se puede aplicar a todos los infiernos, incluidos, por supuesto, los organizados y alentados por los "pobres diablos" que tienen tal influencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siempre he creído que es un error "refutar" a Bartolomé de las Casas; basta con citarlo, poner ante las mentes las cosas que dijo. Y esto se podría aplicar a un sinnúmero de cosas, tesis y opiniones, que basta con formular y recordar, sin detenerse a discutirlas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esto es ahora especialmente fácil, más que nunca. La inmensa influencia que los medios de comunicación tienen en la difusión y propagación de la falsedad o la ausencia de valor puede quedar compensada por la posibilidad de "volver a mostrar" lo que quedó registrado y grabado, incluso con la figura, la voz y el gesto. No es ahora fácil renegar del pasado, porque se lo puede renovar y actualizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lo malo es que rara vez se hace. Si ello se practicara de manera habitual, el que más y el que menos se guardaría de dar el espectáculo de la desmesura, la grosería, la difamación, la mentira pura y simple, por temor a que ello le fuera recordado, con las consecuencias previsibles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aun sin estos refinamientos de la técnica actual, son muchos los que viven sobresaltados por la posibilidad de que se les recuerde lo que hicieron, dijeron o callaron en otras situaciones. Es cómico el espectáculo de los individuos o grupos que se presentan como "perseguidos", cuando gozaron el favor oficial desde hace cuarenta o cincuenta años y fueron exaltados y protegidos -tal vez con justicia- por el Poder dominante. ¿Por qué no reconocerlo, o al menos guardar silencio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estoy convencido de que las cosas marcharían mucho mejor si los que pueden hacerlo y tienen autoridad dijeran positiva y correctamente lo que saben, justificándolo y dejando que la realidad, expresada y formulada con acierto, se encargara de invalidar la falsedad o la estupidez. No se debe malgastar el tiempo y la energía en discutir con quien no lo merece. Ambos, tiempo y energía, son bienes escasos que no se pueden dilapidar. Uno de los aciertos decisivos, que son exigibles, es el que se refiere a aquello sobre lo que se piensa y escribe. Antes incluso que los resultados, importa a qué cuestiones se aplica el esfuerzo. El catálogo de las cuestiones tratadas por un intelectual es lo primero, aquello de lo que depende ante todo su valor, su derecho a la estimación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y el reverso positivo de la polémica es el conocimiento y posesión, la prolongación de lo valioso, que tantas veces se olvida y abandona, se deja languidecer y morir. A veces, por temor a que eso, por ser eminente, "haga sombra" y estorbe a las propias pretensiones; otras veces la tentación es cierto servilismo, el horror a discrepar de lo que tanto se estima. La fidelidad debe ser creadora, y por ello crítica. Si en ese pasado valioso y estimable hay algo discutible o erróneo, hay que verlo, señalarlo, rectificarlo, porque con ello se contribuye a su perfección y a su posible eficacia, al transmitirse esa obra sin los defectos que son inherentes a la condición humana. Hay que agradecer el que se nos muestren nuestras deficiencias o errores; si es cuando todavía hay tiempo de rectificar, tanto mejor. Pero hay que agradecerlo también cuando la mejoría se refiera a la pervivencia de nuestro nombre y nuestra obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última hora se trata de mantener una actitud positiva y abierta; confiar en la realidad sin preocuparse demasiado de sus huecos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116727773165415531?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116727773165415531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116727773165415531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116727773165415531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116727773165415531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/12/julin-maras-contra-la-polmica.html' title='Julián Marías - Contra la polémica'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116703002220608516</id><published>2006-12-25T02:45:00.000-04:00</published><updated>2006-12-27T23:52:25.606-04:00</updated><title type='text'>Olavo de Carvalho - Sobre a Física e Metafísica de Aristóteles</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Obs:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O que vai a seguir é trecho da &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris4_2.htm"&gt;quarta aula, segunda parte, de Pensamento e Atualidade de Aristóteles&lt;/a&gt;. Vale a pena ler todas as aulas.  Chamo a atenção para a interessante discussão acerca do que é real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do site do &lt;a href="http://olavodecarvalho.org/"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois das obras lógicas, vem a série das ciências teoréticas (aquelas cuja finalidade é tratar do real e dizer alguma coisa a seu respeito). A obra teorética esgota sua finalidade quando consegue pronunciar uma proposição ou juízo no sentido de que algo é alguma coisa ou é outra coisa. Responde à pergunta "o que é?" A lógica não pode responder a esta pergunta de jeito nenhum. Ela não trata de nada, não tem assunto. Mostra apenas os esquemas de pensamento possíveis. A série das obras lógicas pega o conjunto de tipos esquemáticos de raciocínios que fazemos sobre a realidade e os considera independentemente da realidade a respeito da qual eles versam. Portanto, a lógica só existe como ciência distinta por uma distinção mental, não real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos pegar uma ciência real qualquer - a física, por exemplo. Física para Aristóteles é a ciência da natureza e trata de algo real - o cosmos existente, que chega a nós através dos sentidos. Em seguida, você vê como raciocinamos - ou deveríamos raciocinar - a respeito da natureza, e isola o raciocínio de seu assunto. Ora, este isolamento só é feito por um truque mental, não real. Portanto, a lógica não tem um objeto real, tem apenas um objeto formal, definido idealmente. E isto é que a diferencia da ciência teorética. Ela não é uma ciência teorética porque theoréin quer dizer olhar, contemplar. A lógica não tem um objeto para o qual possa olhar. Seu objeto é totalmente inventado. A separação entre o raciocínio e seu conteúdo é, por sua vez, uma distinção simplesmente lógica, não uma distinção real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se os tratados de física. Tal como Aristóteles e o mundo grego a entendem, a física é o mundo dos fenômenos - o mundo que se apresenta diante de nós, considerado na sua totalidade. O sentido moderno da palavra "física" é muito mais restrito. Aquilo que hoje chamaríamos de biologia, e também a química se tivesse ocorrido uma química a Aristóteles, entrariam nos tratados de física. A física se divide basicamente em duas partes: primeiro, aquilo que se refere aos processos cósmicos; segundo, o que se refere aos seres vivos. Mais tarde, receberam os nomes de cosmologia e biologia, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biologia, por sua vez, não se destaca do que hoje chamamos psicologia. Aristóteles jamais conceberia um estudo da psique que não tivesse uma raiz no corpo vivente. A alma é para ele como se fosse um aperfeiçoamento, um escalão superior da vida e não um fenômeno distinto. Vamos ver que esta inseparabilidade dos fenômenos psíquicos e orgânicos é uma das intuições centrais de Aristóteles, e que o tornará um filósofo particularmente apto a ser aceito no mundo cristão, porque o cristianismo é a religião da encarnação, da união inseparável entre alma e corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, deveriam vir os objetos matemáticos. E aí vemos que a divisão das ciências feita por Andrônico não coincide inteiramente com a divisão dos textos. Aristóteles não escreveu uma linha sobre matemática. E na divisão das ciências, a ordem seria esta: em primeiro lugar, os objetos físicos; em segundo, os matemáticos; em terceiro, a metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui precisamos fazer um parêntese no seguinte sentido: quando dizemos que um objeto é um "objeto da natureza", nós o estamos distinguindo de outros objetos possíveis. Entendemos que um triângulo não existe na natureza. E também entendemos que um tatu não existe matematicamente. Porém, a diferença entre o triângulo e o tatu é uma diferença de plano ou modo de existência. Porque na verdade os dois são existentes, os dois são reais. Mas estes objetos - o tatu e o triângulo - do ponto de vista de Aristóteles, são ambos abstratos, embora sejam reais. Abstratos porque o geométrico e o biológico são aspectos da realidade; aspectos que, na verdade, coexistem, mas que nós separamos por maior facilidade de examiná-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dizemos que 2 + 2 = 4, isto é um fato bruto, ao qual porém só chegamos através de raciocínio. Mas também entendemos que não fomos nós que fizemos dar 4, entendemos que este resultado nos é imposto pela estrutura mesma dos números. Entendemos que as propriedades das figuras geométricas também nos são impostas. Entendemos que se dividirmos um quadrado pela diagonal, vamos encontrar dois triângulos isósceles e quantas vezes fizermos esta operação, encontraremos o mesmo resultado. Isto nos é imposto de maneira dura e implacável. Esta resistência, esta consistência própria dos objetos matemáticos faz com que não somente Aristóteles, mas os gregos em geral os considerem reais. No entanto, o tipo de realidade deles não é o mesmo que tem um tatu. O tatu pode ser visto - ele nos é imposto aos sentidos. A divisão do quadrado em dois triângulos isósceles não nos é imposta aos sentidos, mas tão logo raciocinamos, percebemos que isto não é montado por nós, mas também nos é imposto. As duas coisas são reais. Triângulos, quadrados, números e suas propriedades - existem efetivamente, são relações perfeitamente reais. Tatus e elefantes também são reais. Se decidimos separar uns dos outros, é porque, além de sabermos que são reais, introduzimos uma divisão na realidade, de acordo com um interesse que é nosso. Decidimos encarar alguns como fenômenos naturais, e outros como não naturais. Ou seja, o tatu e o triângulo se distinguem não pela sua realidade, mas por uma segunda qualidade que abre esta divisão no "natural" e no "não natural". É por isso que Aristóteles os considera abstratos. Só são percebidos como distintos mediante uma abstração mental que separa o natural do não natural, embora ambos sejam igualmente reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é mais real? 2 + 2 = 4, isto é real. Não, você diz, real é o tatu que eu vejo com os olhos. Mas o tatu antes de nascer não existia e quando morrer não vai existir mais. Então ele é menos real que os números. O que eles são não diz respeito à sua maior ou menor realidade. Ambos são reais. Só que o sentido da palavra realidade, aí, se divide. Um é real de um jeito, outro de outro. Mas na realidade eles não são distintos, não podemos graduar a realidade em função deles. Representam distinções dentro da mesma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, somente a realidade como tal e independentemente das suas distinções é que pode ser considerada concreta e real objetivamente. E isto é que é o conceito de Aristóteles do ser enquanto ser, a realidade enquanto tal. Para entender mais claramente isto, você pode imaginar o "tatu voador". Ele não faz parte da realidade. E a conta 2 + 2 = 5 também não faz parte da realidade. Mas também entendemos que é mais fácil haver um tatu voador do que 2 + 2 dar 5. Se a evolução animal tivesse tomado um outro rumo, poderia haver um tatu voador, ou talvez o tatu pudesse falar sânscrito - nada impede. A impossibilidade do tatu voador é relativa e condicionada a determinadas condições do universo físico. Num outro planeta pode ser que existam tatus voadores, ou tatus filólogos. No filme "Guerra nas Estrelas" há um tatu filósofo - o guru do Luke Skywalker. Estas coisas não são inconcebíveis. Mas é inconcebível que 2 + 2 dêem 5. O tatu filólogo ou o tatu voador são idéias com as quais os nossos sentidos se revoltam. Mas somente os sentidos - a inteligência não. Ela admite esta hipótese, embora como remotíssima. Agora, existe a hipótese remotíssima de que 2 + 2 dê 5? Existe a hipótese de que em algum outro planeta 2 + 2 possam dar 5? Existe a hipótese de que em outro universo 2 + 2 dê 5? É inconcebível e seria auto-contraditório. Então você entende que há gradações de impossibilidade. O estudo do real só se esclarece quando se confronta o real com o irreal, e você vê estas distintas gradações de irrealidade. Este estudo faz parte de alguma ciência? Não, nenhuma ciência pode estudar isto, porque toda ciência já subentende estas distinções. Então Aristóteles se viu na contingência de ter de inventar outra ciência. Todas as ciências se fundavam em distinções deste tipo - real, irreal, possível, contingente, necessário. Todas elas se baseavam nisto e estas distinções não eram estudadas por ciência alguma. Este estudo das condições que definem o real, que o delimitam, que o separam do irreal, e também o possível do impossível, é o que se chama ontologia ou metafísica, ou filosofia primeira, ou como Aristóteles também a chamava, teologia. Por um curioso paradoxo, somente o objeto da metafísica é perfeitamente concreto, pois o real como tal não pode ser abstrato. Neste sentido é que triângulos e tatus são abstratos, em face da realidade como tal, do ser como tal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116703002220608516?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116703002220608516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116703002220608516&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116703002220608516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116703002220608516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/12/olavo-de-carvalho-sobre-fsica-e.html' title='Olavo de Carvalho - Sobre a Física e Metafísica de Aristóteles'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-116340295149077866</id><published>2006-11-13T03:23:00.000-04:00</published><updated>2006-11-13T03:31:17.776-04:00</updated><title type='text'>Gustavo Corção - G.K. Chesterton</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Retirado do site &lt;a href="http://permanencia.org.br/gustavocorcao/index.htm"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gustavo Corção&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à vigilância de Antônio Olinto, na sua “Porta de Livraria” de O Globo, chego ainda a tempo para saudar o centenário de G. K. Chesterton, o incomparável escritor inglês que mais indelevelmente me marcou a alma nos dias em que andei perdido pelo mundo a procurar uma luz, luz de João e Maria, luz de Casa, luz de acolhimento entre as trevas de meu triste exílio. Devo a Chesterton as primeiras alegrias católicas. No seu grande livro, Ortodoxy, onde esteve mais à vontade para atirar nos braços da cruz seu jogo de inebriantes paradoxos, entre outras descobertas maravilhosas do cristianismo, ele nos diz aquilo que Cristo de si mesmo nos escondeu: “There was some one thing that was too great for God to show us when He walked upon our earth; and I have sometimes fancied that it was His mirth.” Tentemos traduzir estas palavras de ouro com que Chesterton fecha sua obra-prima: “Uma coisa houve que era n’Ele grande demais para nos ser mostrada enquanto Ele andou por este mundo, e eu penso às vezes que foi sua alegria”. Ou seu riso. Ou seu júbilo. O termo mirth é aqui intraduzível. E ouso dizer que o grande poeta da língua fechou seu livro-jóia sabendo bem que só podia encerrar com um termo impróprio, tratando-se de coisa que esteve sempre presente e todavia escondida na vida de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro notável inglês deixou-nos, sobre a poesia, uma definição inesquecível: “poetry is emotion recollected in tranquility”; donde nós tiramos uma definição de liturgia: “liturgy is passion recollected in tranquillity”, cujo teor paradoxal, próprio do Mistério da Fé, parece mostrar, sob as aparências do júbilo e da festa, a dor e o Sangue de nossa Redenção. Fiel a esse espírito, Chesterton não procurou nos seus tão admirados paradoxos fazer acrobacias verbais, e muito menos procurou jogos para agradar os jovens e os imaturos. Pascal, com seu timbre de abismos, não é mais trágico nem mais sério do que Gilbert Keith Chesterton, em cuja obra, como disse atrás, eu tive a felicidade de encontrar no caminho daquilo que Jesus nos escondeu, isto é, das mais puras e vivas alegrias católicas deste mundo. Com um extraordinário vigor do Dom da Ciência, que está na linha da Fé e da Esperança, isto é, das virtudes peregrinas, Chesterton viu que o mundo, e mais fortemente os dias deste século de corrida atrás do vento, está desconcertado, subvertido, de cabeça para baixo, e então, para poder descobrir melhor seus erros e suas malícias, punha-se ele mesmo freqüentemente de pernas para o ar. Sua obra de apologia, assim condicionada, fazia função de revulsivo, de purgativo, e operava inopinadas restaurações nos desconcertos do mundo. O personagem principal de O poeta e os loucos era ágil, nessa ginástica, e, em quase todos os contos dessa série, quem diz loucuras é o sábio, o sisudo, o poeta, o sério; e quem fazia as mais desvairadas loucuras era o homem pausado, equilibrado na representação diplomática dos desvarios do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chesterton criou, depois de Edgar Poe e Conan Doyle, o tipo de novela policial em que o genial investigador, longe de ser o esmiuçador sagaz e raciocinante, era o Padre Brown, o Padre Vicente O.F.M., seu amado confessor, que tinha os olhos lavados pela Fé e pelo colírio das lágrimas e assim conseguia, mesmo cochilando, descobrir os meandros da malícia mais pela ingenuidade do que pela sagacidade. Em A Esfera e a Cruz, espécie de romance simbólico e apocalíptico, reaparece o personagem obsessivo de Chesterton, em luta implacável, mas por fim, cordialíssima, com o ateísmo desvairado da época. Na verdade, porém, não é o ateu Tornbull o adversário; não, em A Esfera e a Cruz, o espírito hediondo que Chesterton detesta, como detesta o Diabo, é o liberalismo que pretende evitar o confronto e a luta entre o Bem e o Mal. O personagem mais repugnante da sucessão de figuras que se levantam contra o Combate é o pacifista, contra o qual Chesterton não disfarça sua náusea extrema. Porque Chesterton foi sempre guerreiro. Em tempo e contratempo combateu o bom combate, e guardou a Fé até o momento supremo em que o Padre Vicente, depois de ministrar-lhe a extrema-unção, ajoelhou-se aos pés da cama do agonizante e com piedade profunda beijou a pena que estava à mesa-de-cabeceira, como que a descansa-la também, depois de ter escrito mais de oitenta volumes a serviço de seu Rei e de sua Dama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande falta nos fazem hoje autores como Chesterton, que souberam desarmar, denunciar, desmascarar os ídolos, os ideais dos tempos modernos, que não passam das “antigas virtudes cristãs tornadas loucas” ou perversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta dessa leitura saudável, tônica, fortificante, curativa, inebriante do melhor espírito, surgiu em seu lugar, a fazer um sucesso editorial que deveria ruborizar o planeta Terra e empalidecer o planeta Marte, surgiu o repulsivo impostor Teilhard de Chardin, que renega a Fé, abandona os mestre da Companhia de Jesus e da Igreja, para inventar uma gnose tola, de medíocre ciência ensopada com religião ainda pior, graças a cuja fétida composição consegue atrair os espíritos fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me canso de agradecer a Deus o fato de ter encontrado Chesterton nos dias de desolação em que, sempre crendo em Deus-Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, das coisas visíveis e invisíveis, não conseguia, entretanto, encontrar a alameda e a porta de Sua Casa. A par de todos os defeitos e imperfeições, tenho a alma muito agradecida, porque desde cedo até tarde, na tarde da vida, deu-me Deus a ventura de sentir a dependência em que vivi, de minha mãe, de meus irmãos, de meus alunos, de meus professores, de todos os que neste longo trajeto que já se aproxima do marco assinalado pelo salmista para os vigorosos, sim, sempre tive a ventura de sentir muito melhor o bem que me fizeram e que especialmente reservo aos que me ajudaram na morte para o mundo. E entre esses reservo um especial lugar no altar que hoje adornei em meu velho coração para lembra G. K. Chesterton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto desta apologia e deste estudo está no livro Três alqueires e uma vaca, que escrevi quando, graças a Chesterton, entre tantos autores e amigos, consegui passar no vestibular da Casa do Pai, isto é, consegui voltar à Fé e à Igreja de meu batismo. Ave Maria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Globo 06/06/1974.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-116340295149077866?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/116340295149077866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=116340295149077866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116340295149077866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/116340295149077866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/11/gustavo-coro-gk-chesterton.html' title='Gustavo Corção - G.K. Chesterton'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-115397940305521391</id><published>2006-07-27T01:39:00.000-04:00</published><updated>2006-07-27T01:50:03.070-04:00</updated><title type='text'>Olavo de Carvalho - Vacina contra a estupidez</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Retirado do &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060723zh.html"&gt;site do autor&lt;/a&gt;; também publicado em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Zero Hora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;, 23 de julho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos tenho por hábito começar o meu Seminário de Filosofia transmitindo aos recém-chegados a noção dos graus de persuasão, que jazia esquecida nas obras lógicas de Aristóteles até que a desenterrei e a expus no meu livro Aristóteles em Nova Perspectiva, publicado pela Topbooks em 1998 e agora reeditado em grande estilo pela É-Realizações, de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é simples e poderosa. O que quer que você saiba, ou imagine saber, pode ser absolutamente certo, provável, verossímil ou meramente possível. Por exemplo, é absolutamente certo que você está lendo este artigo agora, é provável que chegue a compreendê-lo, é verossímil que receba dele um vigoroso estímulo intelectual e é meramente possível que, partindo desse empurrão inicial, você venha a se tornar um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escala de persuasão depende da disponibilidade das evidências e do valor relativo das provas em cada caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância decisiva dessa noção provém do seguinte. Se você imagina saber que x é y, mas não consegue distinguir se isso é uma certeza, uma probabilidade, uma verossimilhança ou apenas uma possibilidade entre outras, você não sabe de maneira alguma se x é y ou não é. Não sabe sequer se acredita mesmo nisso. Está apenas falando por falar, esperando que a concordância do ouvinte dê um reforço postiço à sua impressão de saber aquilo que, de fato, você não sabe. Tal é a definição mesma do blefe intelectual, com o agravante de que muitos o praticam num tom de certeza infalível que praticamente obriga o interlocutor a concordar, por medo de pagar mico. O vigarista intelectual finge segurança para poder receber em troca a aprovação que lhe permitirá, da próxima vez, fingir com mais segurança ainda. Muitas carreiras de escritores, de professores, de jornalistas foram construídas inteiramente sobre esse alicerce de geléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber não é acreditar, não é sentir convicção, muito menos fingir que sente. É estar capacitado a avaliar e julgar aquilo em que se acredita, em comparação com outras crenças alternativas – o que supõe que ao menos uma vez na vida você examinou essas alternativas fazendo abstração da sua crença pessoal e as classificou segundo a escala de persuasão. Isso é impossível quando os jovens são estimulados a aderir rapidamente às crenças dominantes do meio escolar e a apoiar-se no sentimento coletivo de certeza para fazer-se de superiores a quem tenha outra opinião qualquer. O que hoje em dia se chama educação é, na quase totalidade dos casos, um adestramento psicológico na arte de camuflar a temerosa insegurança do intelecto juvenil por trás do blefe arrogante. Estudantes que passem por esse tratamento estão arruinados intelectualmente, mas prontos a odiar quem seus professores os mandarem odiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única vacina possível contra essa destruição da capacidade de discernimento foi inventada por Aristóteles vinte e quatro séculos atrás. Ela consiste em treinar o estudante para discernir, primeiro nas suas próprias crenças, depois nos conhecimentos adquiridos da escola, por fim nas idéias em circulação no meio intelectual em torno, os motivos de credibilidade e respectivos graus de persuasão. Há critérios bem estabelecidos para isso, e o próprio Aristóteles os expôs com uma precisão formidável, o que me permitiu extrair deles a técnica pedagógica do Seminário. Mas, como nas várias turmas em que lecionei em quatro Estados brasileiros jamais pude dar mais de uma aula por mês, tive de me limitar sempre a ensinar o esquema geral da técnica e a implorar que os alunos a praticassem em casa, sem poder supervisionar pessoalmente os exercícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso recebi com enorme satisfação, à distância em que estou, a notícia de que meu aluno Carlos Vargas e meu filho Luiz Gonzaga de Carvalho Neto, dois dos sujeitos mais inteligentes que já conheci, ambos atualmente lecionando filosofia para adolescentes em Curitiba, adotaram em seus cursos a prática dos graus de persuasão. Não creio que o meu experimento ou o deles chegue um dia a se espalhar -- como deveria -- pelas escolas do Brasil, hoje mais ocupadas em produzir dizimistas para o PT do que em despertar inteligências. Mas creio que o deles, por se dirigir a alunos mais jovens e ter tempo para exercícios repetidos, pode ir muito adiante do meu. O país não aprenderá nada com isso, mas algumas dezenas de brasileiros terão a oportunidade de tomar posse efetiva da inteligência que Deus lhes deu, antes que o Ministério da Educação consiga impedi-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.E.&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carlos Vagas tem um blog excelente chamado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://carlosvargas.blogspot.com/"&gt;Inteligência, Vontade e Graça&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Sua leitura é bastante recomendável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-115397940305521391?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/115397940305521391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=115397940305521391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115397940305521391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115397940305521391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/07/olavo-de-carvalho-vacina-contra.html' title='Olavo de Carvalho - Vacina contra a estupidez'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-115346821617251514</id><published>2006-07-21T02:35:00.000-04:00</published><updated>2006-07-21T04:41:14.153-04:00</updated><title type='text'>Julio Severo -  O direito de escolher a educação escolar em casa no Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Advertência: Por causa de problemas de formatação, os trechos que no original estavam sublinhados aqui estão em itálico. São os que se referem às citações das constituições e da LDB passadas, bem como parte do art. 208 da constituição vigente. E que a idéia do autor se transforme o mais rapidamente possível em realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do site &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.escolaemcasa.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;Escola em casa&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Jornal Hoje&lt;/em&gt;, da Rede Globo, deu a seguinte notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Um decepcionante e preocupante desempenho. Os brasileiros foram os últimos colocados num teste que avaliou alunos de escolas públicas e particulares de 32 países. Os resultados revelam que a leitura não é mesmo o forte dos adolescentes brasileiros. Num colégio particular de São Paulo a maioria dos alunos lê por obrigação. E assim mesmo, alguns tentam escapar da tarefa. Há desculpa por tanto desinteresse. “Eu prefiro fazer um esporte”. Eles são um exemplo do que acontece com a maior parte dos estudantes brasileiros. Quatro mil e oitocentos alunos com 15 de escolas públicas e privadas participaram do Programa Internacional de Avaliação, respondendo a questões de Ciências, Matemática e Interpretação de Texto. O desempenho foi péssimo. A prova de leitura foi a que teve mais peso na avaliação geral. Os resultados revelaram que mais de 40% dos estudantes brasileiros que participaram dos testes não conseguiam sequer entender o que estava lendo [1].&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal motivo da existência de uma instituição escolar é sua capacidade de educar. Nessa capacidade, conforme comprova a notícia do &lt;em&gt;Jornal Hoje&lt;/em&gt;, as escolas públicas — e até as escolas particulares, que geralmente são bem melhores do que os estabelecimentos públicos — estão fracassando, perdendo assim o próprio motivo para sua existência. Mas, como se isso não bastasse, há também outras questões sérias. A violência nas escolas do Brasil se intensificou de tal forma que ganhou a atenção da ONU, que elaborou o livro &lt;em&gt;Violência nas Escolas&lt;/em&gt;, trabalho desenvolvido pela UNESCO em 2002 para lidar exclusivamente com os graves problemas das escolas do Brasil. O livro trata de tudo o que está acontecendo nas escolas do Brasil: violência contra as crianças, brigas, violência sexual, uso de armas, roubos e furtos, assaltos e outros tipos de crimes. O estudo abrangeu as escolas públicas de vários estados do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as ameaças às crianças na educação pública não se restringem somente aos graves atos de violência. Outros fatores que indicam sinais de perigo para a saúde emocional e psicológica das crianças é um ambiente saturado de ensinos e costumes anticristãos e permissividade nas escolas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tendência negativa na área da educação vem se generalizando em muitos lugares do mundo. Os pais, preocupados, procuram alternativas. Nos EUA, Austrália, Inglaterra, México, Japão e outros países, muitos pais evangélicos decidiram se encarregar pessoalmente da educação dos próprios filhos, tornando-se membros do respeitado movimento de educação escolar em casa (&lt;em&gt;homeschooling&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses pais têm a liberdade e o direito legal de educar os filhos em casa, já que as leis de seus países protegem seu direito natural de escolher na área da educação. As escolas públicas e particulares também são opções, cabendo exclusivamente aos pais tomar a decisão final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo que as escolas públicas conseguissem produzir resultados satisfatórios no desempenho educacional dos alunos, tais resultados não poderiam ser usados como desculpa para tirar dos pais o direito de decidir a melhor educação para os próprios filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o governo tivesse realmente um interesse genuíno na educação das crianças, seu interesse seria devidamente demonstrado através da atitude inconfundível de apoiar e defender as famílias em seu direito natural e legítimo de escolher a melhor educação para seus filhos. Se o governo de fato se preocupasse com o bem-estar das crianças, sua reação principal não seria defender seu direito de decidir a educação das crianças, mesmo ao ponto de perseguir, oprimir, humilhar e encarcerar famílias inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, por trás do argumento que defende supostos princípios democráticos de direitos das crianças está a realidade: uma linguagem devidamente camuflada que defende os interesses e monopólio estatal sobre a formação educacional das crianças. Com esse argumento, o governo defende com unhas e dentes os melhores interesses das crianças, que nada mais é do que defender os próprios interesses estatais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a educação em casa não era, no passado, uma experiência estranha no Brasil. As constituições do Brasil protegiam e respeitavam o papel prioritário dos pais na educação dos filhos, sem tirar-lhes o direito de escolher onde e como educar. A seguir, trechos das constituições passadas do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Constituição de 1937&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 125.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A educação integral da prole é o primeiro dever e o direito natural dos pais&lt;/em&gt;. O Estado não será estranho a esse dever, colaborando, de maneira principal ou &lt;em&gt;subsidiária&lt;/em&gt;, para facilitar a sua execução ou suprir as deficiências e lacunas da educação particular.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa constituição reconhecia que a função do Estado é colaborar com os pais em suas escolhas educacionais para os filhos, em vez de tentar substituí-los ou usurpar seu direito de escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Constituição de 1946&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 166.&lt;/strong&gt; A educação é direito de todos e será dada &lt;em&gt;no lar&lt;/em&gt; e na escola. Deve inspirar-se nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Rodrigo Pedroso, especialista em direito, comenta: “Isso prova que o art. 166 da Constituição da época era interpretado como permitindo a educação tanto na escola como exclusivamente no lar. Portanto, a educação no lar (termo mais apropriado do que o anglicismo &lt;em&gt;home schooling&lt;/em&gt;) é, a rigor, uma tradição jurídica brasileira que, sabe-se lá por qual razão, foi abandonada sem que se soasse uma única voz de protesto na Assembléia Nacional Constituinte de 1987”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) revogada, de 20 de dezembro de 1961&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 30.&lt;/strong&gt; Não poderá exercer função pública, nem ocupar emprego em sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público o pai de família ou responsável por criança em idade escolar sem fazer prova de matrícula desta, em estabelecimento de ensino, &lt;em&gt;ou de que lhe está sendo ministrada educação no lar&lt;/em&gt;.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Constituição de 1967&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Art. 168.&lt;/strong&gt; A educação é direito de todos e será dada &lt;em&gt;no lar&lt;/em&gt; e na escola; assegurada a igualdade de oportunidade, deve inspirar-se no princípio da unidade nacional e nos ideais de liberdade e de solidariedade humana.[5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é bem evidente que as constituições antes da Constituição de 1988 garantiam liberdade para os pais escolherem a educação no lar ou na escola. A Constituição de 1988 veio, pelo que apregoavam, como um documento melhor, mais democrático e mais participativo, porém só muito depois é que se despertou para o fato de que essa constituição moderna, elaborada com a ajuda de muitos parlamentares esquerdistas, em vez de ampliar os direitos dos pais conseguiu silenciosamente apagar a opção da educação em casa. O direito e liberdade dos pais foram usurpados por um suposto “direito” e “dever” do Estado. O Estado literalmente engoliu os direitos das famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável o fato de que a alegação mais importante para a elaboração da Constituição de 1988 foi a suposta necessidade de criar um documento nacional que desse mais liberdade e direitos do que as constituições do passado. Como a família é a base da sociedade, era de esperar que a família seria mais protegida em seus direitos naturais. Contudo, não foi o que aconteceu. Por pura ironia ou tragédia, as medidas mais duras contra as famílias que querem exercer seu direito de escolha educacional não ocorreram no passado, nem mesmo no período militar: aconteceram na Constituição de 1988. Com a elaboração dessa constituição — da qual participaram muitos esquerdistas totalitários —, os direitos dos pais na educação foram enfraquecidos em favor dos interesses do Estado. Essa constituição nova declara o que nenhuma constituição do Brasil jamais pensou em fazer: “Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, &lt;em&gt;fazer-lhes a chamada&lt;/em&gt; e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”. (Art. 208, parágrafo 3º)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, esse parágrafo coloca o Estado como o responsável exclusivo pela escolha educacional das crianças, exigindo que &lt;em&gt;todas elas freqüentem uma escola institucional, quer os pais queiram ou não&lt;/em&gt;. Acerca dessa imposição, o Dr. Pedroso comenta: “Que eu saiba, a nossa é a única Constituição do mundo que trata de chamada escolar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, alguns parlamentares tentaram introduzir novamente na Constituição a liberdade na educação. Em fevereiro de 1996, houve tentativa de restaurar esse direito, e o próprio Senado Federal aprovou o seguinte texto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Art. 7º - São deveres dos pais e responsáveis:&lt;br /&gt;I — matricular no ensino obrigatório seus filhos e as crianças e&lt;br /&gt;adolescentes sob a sua guarda, zelando pela sua freqüência e rendimento escolares, &lt;em&gt;ou assegurar alternativa satisfatória&lt;/em&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, mãos ardilosas conseguiram depois suprimir o termo “ou assegurar alternativa satisfatória”, eliminando uma importante liberdade que as famílias do Brasil sempre tiveram no passado. Não se sabe como os liberais conseguiram eliminar essa alternativa, e também não dá para entender as razões para tal atitude radical, pois a prática de educar em casa não é novidade nem desconhecida no Brasil, porém o que é totalmente novo é o radicalismo da tendência que vem mutilando e suprimindo sistematicamente esse direito natural dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais têm o direito de escolher o tipo de educação que eles querem para seus filhos: escola pública, escola particular, escola confessional ou educação em casa. As escolas públicas estão, como noticiou o &lt;em&gt;Jornal Hoje&lt;/em&gt;, fracassando e levando os jovens a um desempenho escolar fracassado. Mas mesmo que essa grave deficiência não fosse realidade na educação pública, as famílias ainda merecem ser respeitadas em seu direito natural de escolher na área da educação. Aliás, se tal deficiência existisse no movimento de educação em casa, certamente o governo exigiria que essa opção educacional fosse completamente eliminada. Entretanto, sua atitude para com seus próprios fracassos — pois as escolas públicas são responsabilidade direta do governo — é sempre complacente! O fracasso da educação pública é o próprio fracasso do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito essencial da educação sempre foi se ocupar com o treinamento da mente da crianças nas disciplinas acadêmicas básicas. No entanto, os humanistas estão, cada vez mais, torcendo o propósito essencial da educação. Eles afirmam que as escolas institucionais são importantes porque são o lugar em que as crianças aprendem — &lt;em&gt;aprendem com eles&lt;/em&gt; uma educação sexual hedonista, &lt;em&gt;aprendem com eles&lt;/em&gt; que a origem do homem é o macaco, não Deus, &lt;em&gt;aprendem com eles&lt;/em&gt; que anormalidades aberrantes como o homossexualismo são preferências sexuais normais. Agora que está provado que as crianças estão sabendo ler menos graças a essas escolas, os humanistas criaram uma desculpa estratégica e puramente fantasiosa, devidamente incorporada nas leis: a escola existe para sociabilizar! Assim, se seu filho não conseguir aprender a ler e escrever direito, não se preocupe: Pelo menos, ele vai aprender muitas “coisas” com seus amigos de escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será então que se a escola pública está fracassando na área acadêmica, pelo menos produzirá resultados na área de sociabilização? Do ponto de vista dos educadores humanistas, sim, pois crianças agrupadas recebendo os mesmos valores acabam sempre vivendo de acordo com seus valores de grupo. Assim, por exemplo, num grupo de 60 alunos aprendendo que o homossexualismo é apenas um estilo de vida alternativo, uma ou duas crianças com educação bíblica contrária ao homossexualismo terminam ou isoladas ou se adaptam aos valores da maioria, transmitidos pelo professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista dos pais, a sociabilização do ambiente escolar coloca crianças inocentes em contato com crianças com problemas de drogas e violência. No entanto, o maior efeito da sociabilização escolar é que os valores dos pais são explicita ou implicitamente rejeitados pelos novos valores da sala de aula. Os alunos tendem muito mais, na assimilação grupal dos valores absorvidos no ambiente escolar, a manter o que aprenderam na escola do que o que aprenderam no lar. Assim, o novo descarta o “velho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista dos humanistas, o maior benefício da sociabilização escolar pública é que esse contato social inevitavelmente distancia os alunos da esfera de valores de seus pais para colocá-los debaixo da esfera de valores do grupo escolar, que de um modo ou de outro está sob autoridade escolar, que por sua vez está debaixo da orientação estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o governo de fato reconhecesse que a sociabilização é importante, então respeitaria o contato social da criança na mini-sociedade que é a família. Nenhuma sociabilização é tão importante quanto a união familiar. Nenhum sistema de valores é mais importante para o bem-estar da criança do que a própria família. O sistema de valores da família é mais que suficiente para educar a criança nas bases essenciais. Ao contrário do que pregam os humanistas do governo, crianças educadas em casa não ficam sem futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, lista de pessoas famosas que foram ensinadas em casa [6]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ARTISTAS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Leonardo da Vinci&lt;br /&gt;* Claude Monet&lt;br /&gt;* John Singleton Copley&lt;br /&gt;* Andrew Wyeth&lt;br /&gt;* Jamie Wyeth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMPOSITORES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Irving Berlin&lt;br /&gt;* Anton Bruckner&lt;br /&gt;* Felix Mendelssohn&lt;br /&gt;* Wolfgang Amadeus Mozart&lt;br /&gt;* Francis Poulenc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EDUCADORES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Fred Terman (presidente da Universidade de Stanford)&lt;br /&gt;* William Samuel Johnson (presidente da Universidade Columbia)&lt;br /&gt;* Frank Vandiver (presidente da Universidade Texas A&amp;M)&lt;br /&gt;* John Witherspoon (presidente da Universidade de Princeton)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GENERAIS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Stonewall Jackson&lt;br /&gt;* Robert E. Lee&lt;br /&gt;* Douglas MacArthur&lt;br /&gt;* George Patton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INVENTORES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Alexander Graham Bell&lt;br /&gt;* Thomas Edison&lt;br /&gt;* Cyrus McCormick&lt;br /&gt;* Orville Wright&lt;br /&gt;* Wilbur Wright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRESIDENTES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* John Quincy Adams&lt;br /&gt;* William Henry Harrison&lt;br /&gt;* Thomas Jefferson&lt;br /&gt;* Abraham Lincoln&lt;br /&gt;* James Madison&lt;br /&gt;* Franklin Delano Roosevelt&lt;br /&gt;* Theodore Roosevelt&lt;br /&gt;* John Tyler&lt;br /&gt;* George Washington&lt;br /&gt;* Woodrow Wilson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PREGADORES &amp;amp; LÍDERES RELIGIOSOS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* João Batista&lt;br /&gt;* William Cary&lt;br /&gt;* Jonathan Edwards&lt;br /&gt;* Phillip Melanchthon&lt;br /&gt;* Dwight L. Moody&lt;br /&gt;* John Newton&lt;br /&gt;* John Owen&lt;br /&gt;* Charles Wesley&lt;br /&gt;* John Wesley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CIENTISTAS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* George Washington Carver&lt;br /&gt;* Pierre Curie&lt;br /&gt;* Albert Einstein&lt;br /&gt;* Blaise Pascal&lt;br /&gt;* Booker T. Washington&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESTADISTAS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Konrad Adenauer&lt;br /&gt;* Winston Churchill&lt;br /&gt;* Benjamin Franklin&lt;br /&gt;* Patrick Henry&lt;br /&gt;* William Penn&lt;br /&gt;* Henry Clay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JUÍZES DO SUPREMO TRIBUNAL DOS EUA&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* John Jay&lt;br /&gt;* John Marshall&lt;br /&gt;* John Rutledge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESCRITORES&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Hans Christian Andersen&lt;br /&gt;* Pearl S. Buck&lt;br /&gt;* Agatha Christie&lt;br /&gt;* Charles Dickens&lt;br /&gt;* Bret Harte&lt;br /&gt;* C.S. Lewis&lt;br /&gt;* Sean O’Casey&lt;br /&gt;* George Bernard Shaw&lt;br /&gt;* Mark Twain&lt;br /&gt;* Mercy Warren&lt;br /&gt;* Daniel Webster&lt;br /&gt;* Phillis Wheatley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS ELABORADORES DA CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Richard Basset (governador de Delaware)&lt;br /&gt;* William Blount (senador)&lt;br /&gt;* George Clymer (deputado federal)&lt;br /&gt;* William Few (senador)&lt;br /&gt;* Benjamin Franklin (inventor e estadista)&lt;br /&gt;* William Houston (jurista)&lt;br /&gt;* William S. Johnson (Presidente da Universidade de Columbia.)&lt;br /&gt;* William Livingston (governador de Nova Jersey)&lt;br /&gt;* James Madison — quarto presidente dos EUA.&lt;br /&gt;* George Mason&lt;br /&gt;* John Francis Mercer (deputado federal)&lt;br /&gt;* Charles Pickney III (governador da Carolina do Sul)&lt;br /&gt;* John Rutledge (chefe do Supremo Tribunal dos EUA)&lt;br /&gt;* Richard D. Spaight (governador da Carolina do Norte)&lt;br /&gt;* George Washington (primeiro presidente dos EUA)&lt;br /&gt;* John Witherspoon (presidente da Universidade de Princeton)&lt;br /&gt;* George Wythe (juiz do Superior Tribunal da Virginia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OUTROS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Abigail Adams (esposa de John Adams)&lt;br /&gt;* Ansel Adams (fotografo)&lt;br /&gt;* Clara Barton (uma das fundadoras da Cruz Vermelha)&lt;br /&gt;* John Burroughs (naturalista)&lt;br /&gt;* Andrew Carnegie (industrialista)&lt;br /&gt;* Charles Chaplin (ator)&lt;br /&gt;* George Rogers Clark (explorador)&lt;br /&gt;* Noel Coward (dramaturgo)&lt;br /&gt;* John Paul Jones (patrono da marinha americana)&lt;br /&gt;* Sandra Day O’Connor&lt;br /&gt;* Tamara McKinney (esquiadora mundialmente famosa)&lt;br /&gt;* John Stuart Mill (economista)&lt;br /&gt;* Charles Louis Montesquieu (filósofo)&lt;br /&gt;* Florence Nightingale (enfermeira)&lt;br /&gt;* Sally Ride (astronauta)&lt;br /&gt;* Bill Ridell (jornalista)&lt;br /&gt;* George Rogers Clark (explorador)&lt;br /&gt;* Will Rogers (humorista)&lt;br /&gt;* Jim Ryan (corredor mundialmente famoso)&lt;br /&gt;* Albert Schweitzer (médico)&lt;br /&gt;* Leo Tolstoy&lt;br /&gt;* Martha Washington (esposa de George Washington, primeiro presidente dos EUA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo então que a educação em casa tem comprovadamente produzido grandes líderes e sabendo que a educação em casa sempre foi uma experiência e direito presentes na história do Brasil, o que fazer então para recuperar esse direito? Primeiramente, modificar alguns artigos da atual constituição. O artigo 205 precisa ganhar a seguinte redação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“&lt;strong&gt;Art. 205&lt;/strong&gt;. A educação é direito de todos e será dada no lar ou na escola, visando o desenvolvimento integral da personalidade humana, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. &lt;strong&gt;Parágrafo único.&lt;/strong&gt; A educação integral da prole é o primeiro dever e um direito fundamental dos pais. O Estado não será estranho a esse dever, colaborando, de maneira principal ou subsidiária, para facilitar a sua execução ou suprir as deficiências e lacunas da educação doméstica”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, substituir o ridículo parágrafo 3º do art. 208, que declara: “Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo texto deve proteger integralmente a liberdade na educação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“&lt;strong&gt;Art. 208, parágrafo 3º.&lt;/strong&gt; O ensino fundamental obrigatório poderá ser ministrado no lar pelos próprios pais, ou por professores qualificados contratados pelos pais. A lei definirá apenas a comprovação anual do rendimento escolar, dando liberdade para a escolha ou elaboração de currículo, sem nenhuma imposição de caráter político ou ideológico”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como medida para respeitar os esforços de quem muito estudou, seja em casa ou não, acrescentar um parágrafo único ao art. 207:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“&lt;strong&gt;Art. 207.&lt;/strong&gt; (…) &lt;strong&gt;Parágrafo único.&lt;/strong&gt; O ensino superior será acessível a todos, com base no mérito, independentemente de escolarização anterior”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, todos os que foram educados serão tratados de modo igual perante a lei, independentemente do local onde receberam sua educação. Afinal, o importante e indispensável é a educação, não a instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reconhecimento: Devo agradecer publicamente o Dr. Rodrigo Pedroso, da cidade de São Paulo, por sua disposição de me ajudar pesquisando as constituições passadas do Brasil nas questões referentes à educação em casa e oferecendo sugestões valiosas de nova redação para a atual constituição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Julio Severo 2005. http://www.juliosevero.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] &lt;a href="http://redeglobo.globo.com/cgi-bin/jornalhoje/montar_texto.pl?controle=2637"&gt;http://redeglobo.globo.com/cgi-bin/jornalhoje/montar_texto.pl?controle=2637&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao37.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao37.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao46.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao46.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4024.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4024.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao67.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao67.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] &lt;a href="http://www.christianhomeschoolers.com/hs_famous_homeschoolers.html"&gt;http://www.christianhomeschoolers.com/hs_famous_homeschoolers.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-115346821617251514?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/115346821617251514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=115346821617251514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115346821617251514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115346821617251514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/07/julio-severo-o-direito-de-escolher.html' title='Julio Severo -  O direito de escolher a educação escolar em casa no Brasil'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-115155713880606589</id><published>2006-06-29T00:57:00.000-04:00</published><updated>2006-06-29T00:58:58.816-04:00</updated><title type='text'>Louis Lavelle - Bem-aventurada solidão</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Retirado do site &lt;a href="http://www.traducoesgratuitas.blogspot.com/"&gt;Traduções Gratuitas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Mais um rascunho de Lavelle.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém jamais abandonar a solidão interior. Somente ela aproveita, pois que só ela nos põe em contato com Deus. A outra [solidão] é-lhe apenas imagem muita vez enganosa, fazendo-nos miserável, deixando-nos a olhar para nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo, ninguém fará nada de relevante se não for capaz de juntar em si todas suas forças e encerrar-se na solidão interior – tal como um ovo isolado do exterior por casca impermeável, até ao momento em que, rompendo sua própria casca, dará à luz a uma vida livre e independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de solidão e a de poder semelham-se a dois contrários. Todavia, não há poder que não gere solidão. E a mesma solidão é tão-só desejo dum poder mais perfeito e recôndito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão é, a seu turno, a marca de nossa força e de nossa fraqueza – de nossa força, quando exerce em nós todas as potências da natureza humana, franqueando-nos a totalidade dos possíveis; de nossa fraqueza, quando nos encerra nos limites do eu particular, revelando-lhe as deficiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão faz cada ser concentrar-se sobre as próprias virtualidades. Em se retirando do mundo, parece que carece de tudo. Mas, então, descobre o poder que possuímos de dar-nos tudo a nós – o que é a vida mesma do espírito. As virtualidades nada são se não consentimos pô-las à obra: e é na sociedade dos outros homens que se nos dá exercê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor da solidão é o obrigar a pôr-nos em presença do que somos, i. é, do que nos constitui e deve ser distinto de todos acidentes de nossa vida. Não somos uma simples teia de relações: estas manifestam nossas potências, mas, amiúde, as embaraçam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-115155713880606589?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/115155713880606589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=115155713880606589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115155713880606589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115155713880606589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/06/louis-lavelle-bem-aventurada-solido.html' title='Louis Lavelle - Bem-aventurada solidão'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-115147058033450953</id><published>2006-06-28T00:37:00.000-04:00</published><updated>2006-06-28T01:09:38.523-04:00</updated><title type='text'>Dom Lourenço Fleichman OSB - Sobre a Espiritualidade dos Movimentos Católicos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Retirado do site &lt;a href="http://permanencia.org.br"&gt;Permanência&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei estes dias a reler coisas antigas, movido pela perplexidade diante da nossa condição humana. Não falo da conjuntura política, que já ultrapassou todos os limites da razão; não falo da economia nem da insegurança nacional. Tenho pensado mais, nestes últimos dias, nos nossos movimentos católicos de defesa de uma civilização que já não existe mais, de defesa da Tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli assim, aquele trecho de um artigo antigo, muito antigo e quase secular, de Gustavo Corção: &lt;a href="http://permanencia.org.br/quemsomos/quem.htm#NOSSOS%20PRINC%CDPIOS:"&gt;A Espiritualidade dos Movimentos Católicos&lt;/a&gt;, que vocês encontrarão ali, no botão &lt;a href="http://permanencia.org.br/quemsomos/quem.htm"&gt;Quem Somos&lt;/a&gt;, no parágrafo: Nossos Princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste curto texto já amarelado pelo tempo, apesar do tempo e do amarelo do papel, brilha aquilo que até hoje procuramos viver em nossa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Permanência&lt;/span&gt;. O mundo girou...girou, nações desapareceram, outras nasceram e o mundo foi se transformando num deserto. Sigam os seis princípios colocados pelo velho Gálata do Cosme Velho. Em nenhum deles encontraremos o mundo pós-moderno em que vivemos. Mas nós Permanecemos porque temos raízes plantadas junto ao curso das águas, como o cedro do Líbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;font&gt;    Eis o primeiro princípio: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dureza cristalina da família, a nitidez estável de seus contornos é condição essencial de uma sociedade verdadeiramente humana.&lt;/span&gt;" - &lt;font&gt;E segue condenando o divórcio e o liberalismo em suas bases filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um outro princípio, que tiramos de Santo Agostinho na "Cidade de Deus", diz que uma cidade de homens só é verdadeiramente humana quando respira justiça. Fora dessa condição nós teremos um aglomerado de brutos e não uma cidade humana feita à semelhança de Deus. Do mesmo Aristóteles e de Santo Tomás tiramos o conceito derivado de amizade cívica (amicitia), virtude anexa da justiça, virtude essencial, oxigênio vital para o clima de uma cidade verdadeiramente humana.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse será o nosso terceiro princípio: a família é o lugar adequado para a germinação da justiça; é a fonte da amizade cívica.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;br /&gt;Já não há mais a família, porque o divórcio a devorou no almoço e no jantar ela serviu de sobremesa às opções sexuais de cada um.&lt;br /&gt;Já não há mais justiça porque na ideologia democrática liberal esta palavra é apenas uma arma eleitoral e de manipulação da verdade.&lt;br /&gt;Já não há mais amizade cívica porque o individualismo cegou a todos e produziu o ódio cívico mais bem comportado que o mundo já conheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desses três primeiros princípios, fui obrigado a parar e me sentar um pouco. Respiro. Nossa estrada passou na beira de abismos profundos. Foi quando Corção lembrou da necessidade da Revelação, da vida da fé, para que a cidade temporal encontre sua harmonia. Ah! pobres de nós! Onde estais ó Madre divina, ó Igreja Santa e Imaculada, sem ruga nem manchas? Por onde andais, Esposa de Cristo, que escondestes vossa Santa Visibilidade e aceitastes ser flagelada pelo Sinédrio moderno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque desde o Concílio Vaticano II que se vê o abandono dos princípios católicos, da vida sobrenatural, em favor do racionalismo protestante e do vazio espiritual do mundo. E a Igreja, que deveria estar santificando o mundo, foi impedida, silenciada, amordaçada por seus próprios chefes. A família cristã, que Corção chama para dar vida ao mundo, perdeu sua força, sua santidade. E se o sal não salgar, para que serve, senão para ser lançado fora e ser calcado pelos homens? O Catolicismo já não é mais o Sal do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui o lugar de um grande mistério. No quinto princípio, o autor vai aplicar aquilo que estabeleceu como critério da família católica aos grupos, movimentos e associações católicas. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E diria assim: a sorte das sociedades depende do grau de heroísmo (de autêntico heroísmo cristão) dos movimentos católicos.&lt;/span&gt;" Ouçamos atentos, e procuremos praticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode, então, ser a vida de um grupo de fiéis que se reúne para estudar, para rezar, para santificar-se individualmente e em suas famílias? Heroísmo. Mas o que é heroísmo para o católico? Não há herói que não seja santo. Ser um heróico católico, dar a um movimento católico a nota de heroicidade nada mais é do que exigir de si mesmo e do grupo a santidade do Evangelho: "Sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito". Ora, perfeição significa prática das virtudes sobrenaturais. E este é o sexto princípio estabelecido por Gustavo Corção para a vida de um movimento católico. Santidade. Mais do que santidade, o martírio da virtude heróica que leva as almas para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo, então, por base, o brilho divino da Fé, da Esperança e da Caridade, movidos pelo sopro do Divino Espírito Santo, com seus sete dons inefáveis, todos os católicos e todos os movimentos católicos que militam em defesa da Tradição, em defesa da Fé, em defesa do verdadeiro catolicismo, deverão respirar as virtudes da sociedade santa, da família santa, da alma santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos, então, àquelas virtudes que estavam presentes nos três primeiros princípios, a justiça, a amizade, e acrescentemos como fundamento e como condição sine qua non para todo movimento católico a Caridade, a rainha das Virtudes. O amor sobrenatural de Deus correrá nas veias de todos os organismos católicos e fará germinar entre eles o calor da amizade, de uma fraternidade vivida em torno do Pai, na Cruz do Filho e no amor do Espírito Santo. Sem isso, não há catolicismo. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vejam como eles se amam!&lt;/span&gt;" E São João não cansava de repetir: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são os nossos princípios enquanto movimento católico. Sempre foram, desde a fundação, em 1968, e antes mesmo dela, quando já muitas famílias se agrupavam para ouvir Gustavo Corção no Centro Dom Vital. E, creio poder dizer, temos a felicidade de viver esta amizade sobrenatural com muitos outros, sejam eles movimentos, casas religiosas ou leitores e amigos individuais, espalhados pelo Brasil e pelo mundo. A Fraternidade São Pio X, com seus bispos e mais de quinhentos padres, o Mosteiro da Santa Cruz, com os demais mosteiros beneditinos fiéis à Tradição, os dominicanos, os capuchinhos, os redentoristas, as carmelitas, dominicanas, as irmãs da Fraternidade e muitos outros. Todos os que gostam de estar conosco e com quem nós gostamos de estar, comungam da mesma fé, ensinam a mesma doutrina, e buscam nas mesmas raízes o alimento espiritual, dogmático, moral que anima estas instituições. E vão além disso, pois abrem o coração ao mesmo amor de caridade ordenado por Nosso Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas raízes comuns nós sempre as buscamos, em primeiro lugar, nos santos da Igreja. Dentre eles queremos destacar os santos papas e os grandes papas que cumpriram sua missão de Vigários de Cristo com coragem e heroísmo. O Magistério da Igreja é composto e dirigido por eles e este é o nosso tesouro da fé. Nossas orações e nossos olhares se voltam, assim, para todos os papas santos, chefiados por São Pio V e São Pio X, os dois últimos a receberem a honra dos altares; voltam-se também para os grandes papas não santos: Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, Bento XV, Pio XI e Pio XII. E participaram também deste Santo Magistério, apesar de ser em grau menor, dois bispos que foram amigos nossos, que estiveram conosco e nos sustentaram na fé no meio da tempestade e do frio da noite: Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. Todos eles têm peso e importância para nós, hoje, quando nos encontramos sem meios de receber de Roma a orientação de que precisamos para guardar a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um deles defendeu a Igreja como pode, alguns cometeram erros que tiraram algum brilho de suas coroas, mas não deixaram de buscar sempre a salvação das almas e o bem da Igreja. Que fique nossa homenagem a todos, e que fique longe de nós o só pensar em seus erros e condená-los por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além destes papas e bispos que compuseram o Magistério da Igreja, aprendemos na escola de Sto Tomás de Aquino, o Doutor Comum, e de todos os santos Doutores e Padres da Igreja. Também muitos grandes teólogos e pensadores: Dom Vital, Dom A. Macedo Costa, Pe. Emmanuel-André, o Pe. Garrigou-Lagrange, Pe. Berto, Pe. Gardeil, Pe. Castellani, Pe. Meinvielle, Pe. Calmel e tantos outros. Junto com Gustavo Corção, nossa homenagem a Chesterton, a um Donoso Cortés, a Carlos de Laet, a Louis Jugnet, a Marcel de Corte,  a Gustave Thibon, aos irmãos Charlier, a Alfredo Lage e Julio Fleichman. E muitos pensadores que não tinham a fé mas defenderam a Igreja e servem para nós como exemplo de desprendimento e de honestidade intelectual: Nelson Rodrigues e Charles Maurras entre outros. Ah! claro, todos eles cometeram seus erros também, eram humanos como nós. Mas qual de nós não os comete? Se alguém pois, nunca pecou, que tome a primeira pedra! E se é certo que há partes de suas obras que não podemos seguir, também é verdade que eles têm muito a nos ensinar e fortalecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes todos e muitos outros formam esta biblioteca universal e espiritual, onde gostamos de beber da doutrina santa que a Igreja nos propõe há dois mil anos. Pelo menos é esse o nosso gosto, nós aqui da Permanência, da Capela São Miguel e da Capela Nossa Senhora da Conceição assim como esses nossos amigos citados acima, e vocês todos, leitores e amigos que nos visitam na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste ver como muitos preferem outros caminhos e se fecham orgulhosos em seu próprio pensamento. Não tomam para si as referências que são nossa luz, preferindo seguir seu próprio brilho. Estes não gostam muito da nossa amizade porque, mesmo quando defendem a mesma fé, não vivem do mesmo espírito. Quem são seus mestres? Com quem aprenderam a defender a fé? Não se sabe. Por isso, em vez de reconhecer a grandeza de todos estes grandes defensores da fé e da civilização católica, ficam procurando meios para incriminá-los, para denegrir suas imagens. E inventam! Ah! como inventam e caluniam, como ficam a ver fantasmas e sombras onde, para nós, reina a luz da Igreja. Mas não há o que possa ser feito pois a marca deste orgulho é a cegueira espiritual que gera o sectarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estejamos, portanto, com os olhos voltados para a vida da Igreja, para a luz do Céu. Nesta grande reunião em torno da Fé, na amizade e na Caridade que já prenuncia o encontro que teremos nas portas do Paraíso, como tão singelamente pintou Fra Angélico em sua "Dança dos Eleitos". De nada nos adianta, como católicos e como um grupo de fiéis católicos, nos destacarmos de todos e vivermos sós, como se só nós pudéssemos ensinar, como se só nós merecêssemos a confiança dos nossos leitores e fiéis. Não é este o espírito da Igreja, não é assim a grande festa do Reino dos Céus. O que queremos aqui, nos diversos sites da nossa "porteira" é abri-la de par em par para todas as almas de boa vontade, todos os que querem encontrar doutrina e amizade, Fé e Caridade; venham e bebam desta água viva que corre do seio da Igreja, sentem-se à mesa e tomem deste alimento espiritual que lhes propomos e sigam o seu caminho. Temos a certeza de seguirão com maiores luzes e movidos pelo verdadeiro amor de Deus, na travessia do deserto desta vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-115147058033450953?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/115147058033450953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=115147058033450953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115147058033450953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/115147058033450953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/06/dom-loureno-fleichman-osb-sobre.html' title='Dom Lourenço Fleichman OSB - Sobre a Espiritualidade dos Movimentos Católicos'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114473098038663424</id><published>2006-04-11T00:47:00.000-04:00</published><updated>2006-04-11T00:56:30.106-04:00</updated><title type='text'>Victor Hugo - História</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Retirado do site &lt;a href="http://www.traducoesgratuitas.blogspot.com/"&gt;www.traducoesgratuitas.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os antigos, a ofício de escrever a história provinha do lazer dos grandes homens históricos; provinha de Xenofonte, o chefe dos dez mil; de Tácito, príncipe do senado. Entre os modernos, já que os grandes homens históricos não sabiam ler, houve necessidade de que a história se escrevesse pelos letrados e cientistas, pessoas que não eram nem letradas nem científicas, pois ficaram toda sua vida estranhas aos interesses deste baixo mundo, quer dizer, da história. Daí, a história, tal como os modernos escreveram-na, ser algo de pequeno e pouco inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notável que os primeiros historiadores antigos escrevessem de acordo com as tradições, e os primeiros historiadores modernos, de acordo com as crônicas. Os antigos, ao escrever conforme as tradições, seguiram a grande idéia moral de que não bastava que um homem tivesse vivido, ou mesmo que um século tivesse existido, para que fosse história, mas ainda precisaria de que tivesse legado grandes exemplos à memória dos homens. Eis porquê a história antiga não morre jamais. Ela é o que deve ser, a representação ponderada dos grandes homens e das grandes coisas, e não, como queremos fazer no nosso tempo, o registro da vida dalguns homens, ou o processo-verbal dalguns séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os historiadores modernos, ao escrever conforme as crônicas, não viram o que havia dentro dos livros, mas tão-só os fatos contraditórios a restabeler e as datas a conciliar. Escreveram como cientistas, ocupando-se amiúde dos fatos e raramente das conseqüências, não se curvando sobre os acontecimentos a partir do interesse moral – que seriam capazes de apresentar – mas de acordo com a curiosidade que ainda lhes restava, atendendo aos fatos de seu século. Eis porquê a maioria das histórias começam por sínteses cronológicas e terminam em bisbilhotice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calculamos que seria preciso uns oitocentos anos a um homem que lesse catorze horas por dia, a fim de que lesse tão-somente as obras escritas sobre história que se encontram na Biblioteca Real; entre essas, devemos contar mais de vinte mil sobre história da França, a maioria em vários volumes, desde MM. Royou, Fantin-Desodoards e Anquetil, que fizeram histórias completas, até estes valorosos cronistas, Froissard, Comines e Jean de Troyes, pelos quais sabemos que hum certo dia o rrei stava di maleitas, e que hum certo outro dia hum hommem xe afogou em o SSenna. Entre essas obras, estão quatro geralmente conhecidas sob o título de “as quatro grandes histórias de França”: a de Dupleix, que não lemos mais; a de Mezeray, que sempre leremos, não por ser tão exata e verdadeira quanto Boileau cantou em rima, mas porque é original e satírica, o que é mais agradável aos leitores franceses; a do Pe. Daniel, jesuíta, famoso por suas descrições de batalhas, que em vinte anos fez uma história cujo único mérito é a erudição, e em que o conde de Boulainvillers encontrou mais de dez mil erros; e enfim, a de Vely, continuada por Villaret e Garnier. “Existem dois trechos muito bem feitos em Vely, diz Voltaire, cujos vaticínios são preciosos; devemos-lhe elogios e reconhecimento; mas faz-se mister ter o estilo para o tema; para se fazer uma boa história de França, não é bastante ter discernimento e gosto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilaret, que fora humorista, escreve num estilo pretencioso e empolado; cansa pela contínua afetação de sensibilidade e energia; muitas vezes é inexato e raramente imparcial. Garnier, mais racional, mais instruido, não é melhor como escritor. Sua escrita é descorada, seu estilo prolixo e indolente. A diferença entre Garnier e Villaret é a que vai do medíocre ao pior, e se a primeira condição de uma obra deve ser a de ser legível, o trabalho desses dois autores pode a justo título ser visto como inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, escrever história de uma só nação é obra incompleta, sem começo nem fim, e, por conseguinte, defeituosa e disforme. Não pode haver boas histórias locais senão nas divisões bem proporcionadas duma história geral. Neste mundo, só há duas tarefas dignas dum historiador: a crônica, o diário ou a história universal. Tácito ou Bossuet. Sob um ponto de vista bem limitado, Comines escreveu uma boa história de França em seis linhas: “Deus nada criou nesse mundo, nem homens, nem feras, sem que não tenha feito seu contrário, para incutir-lhe temor e humildade. Eis porque Ele fez França e Inglaterra vizinhas.” [...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114473098038663424?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114473098038663424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114473098038663424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114473098038663424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114473098038663424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/04/victor-hugo-histria.html' title='Victor Hugo - História'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114140518480314198</id><published>2006-03-03T12:47:00.000-04:00</published><updated>2006-03-03T12:59:44.936-04:00</updated><title type='text'>Olavo de Carvalho - Coincidências</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por &lt;strong&gt;Olavo de Carvalho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jornal do Brasil, 2 de março de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Retirado de &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.olavodecarvalho.org&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento do banditismo veio junto com a ascensão política da esquerda, mas isso é mera coincidência. As gangues do morro foram adestradas em técnicas de guerrilha urbana pelos terroristas presos na Ilha Grande, mas é mera coincidência. Hoje são treinadas pelos guerrilheiros das Farc, mas é também coincidência. As Farc e o PT têm uma estratégia comum traçada nas assembléias do Foro de São Paulo? Coincidência. Toda prisão de narcoguerrilheiros ou seqüestradores estrangeiros vem seguida da imediata formação de um círculo de solidariedade e proteção entre seus correligionários da esquerda local? Coincidência, é claro. Se a epidemia de violência urbana cresceu junto com as ONGs de defesa dos direitos dos delinqüentes, alimentadas por poderosas fundações internacionais, quem verá algo mais que uma estúpida coincidência? Acossada pelos ataques da mídia e temerosa de infringir o decálogo politicamente correto, a polícia recua e entrega as cidades ao império dos bandidos, mas, uma vez mais, é pura coincidência. Todos os teóricos do comunismo ensinam que fomentar um estado de desordem e anomia é a melhor maneira de concentrar o poder nas mãos de um partido revolucionário, mas, se tudo se passa exatamente assim no Brasil, é coincidência, coincidência, coincidência e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mais patentes conexões entre atos e resultados, enfim, nada significam. Tudo é mera coincidência, nada é causa de nada, nada explica nada. O que explica tudo é o “capitalismo”, é a “desigualdade”, é a “exclusão social”. Mesmo o fato de que a criminalidade tenha aumentado justamente nos anos em que, segundo o IBGE, a desigualdade e a exclusão social diminuíram muito não significa absolutamente nada, pelo simples fato de que é um fato, pois ninguém quer saber de fatos. Só o que vale é o fetiche teórico da luta de classes, que permite estabelecer relações infalíveis de causa e efeito sem a menor necessidade de consulta à execrável realidade, reacionária como ela só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nessa premissa, hoje amplamente aceita como dogma incontestável por todo o ensino universitário nacional, qualquer agente revolucionário, com ou sem treinamento em Cuba, está apto a explorar o desespero geral e utilizar as promessas mesmas de restauração da ordem pública como instrumento para gerar novos fatores de insegurança e aumentar um pouco mais o poder do partido salvador da pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O truque é simples: basta confundir o fato brutalmente concreto da criminalidade com o conceito abstrato das suas causas sociais hipotéticas -- quanto mais remotas, melhor -- e condicionar a eliminação do primeiro à erradicação das segundas. Isso adia formidavelmente a punição dos criminosos e ainda garante, nesse ínterim, inumeráveis vantagens para o partido que os protege. Qualquer cidadão comum no pleno uso dos seus neurônios sabe que a criminalidade se elimina prendendo os criminosos. Mas um intelectual ativista tem razões que a própria razão desconhece. Ele demonstrará, por &lt;em&gt;a &lt;/em&gt;mais &lt;em&gt;b &lt;/em&gt;sobre &lt;em&gt;y &lt;/em&gt;, dividido pela integral de &lt;em&gt;x &lt;/em&gt;e subtraído do logaritmo da &lt;em&gt;p. q. p. &lt;/em&gt;, que quem compra armas no Líbano para trocá-las por toneladas de cocaína das Farc não são traficantes milionários, mas pobres garotos excluídos, vítimas da desigualdade. Tendo demonstrado essa sublime equação, ele proclamará que só reacionários simplistas podem achar que crime é caso de polícia. As pessoas inteligentes como ele, ao contrário, entendem que tudo são problemas sociais e que, no fim das contas, é preciso liberar mais não sei quantos bilhões de reais para clubes esportivos, escolas de balé, salões de manicure, praças cívicas e centros de doutrinação marxista que atacarão o mal nas suas raízes mais profundas. Quando tudo isso não funcionar de maneira alguma, como fatalmente acontecerá, ele lhes dirá com ar de tocante modéstia que, de fato, eram só paliativos beneméritos, que o que falta mesmo é acabar de vez com o maldito capitalismo. E o povo, atônito e exausto de tanto não entender nada, pode acabar lhe dando razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*N.E. - O origial pode ser encontrado neste endereço: &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060302jb.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/060302jb.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114140518480314198?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114140518480314198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114140518480314198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114140518480314198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114140518480314198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/03/olavo-de-carvalho-coincidncias.html' title='Olavo de Carvalho - Coincidências'/><author><name>Carlos Kramer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16839138333759279511</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114118689833854100</id><published>2006-03-01T00:12:00.000-04:00</published><updated>2006-03-01T00:45:14.156-04:00</updated><title type='text'>Ortega y Gasset - O fundo insubornável</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;El fondo insobornable*&lt;br /&gt;Por&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Ortega y Gasset&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Retirado do site www.idd00qaa.eresmas.net/ortega&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El sentimiento de la insuficiencia que padecen las ideas y valores de la cultura contemporánea es el resorte que mueve el alma entera de Baroja. La guerra presente ha revelado a los menos perspicaces no pocas hipocresías, falacias, deslealtades, torpes utopismos y patéticos engaños en que vivíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La creencia dogmática y fanática en los tópicos dominantes será siempre dueña de la sociedad, y los temperamentos críticos, originales, innovadores, habrán de sufrir ahora y dentro de mil años una temporada de lazareto, que a veces no acaba sino después de su muerte. La sociedad es el área triunfal del hombre medio, y el hombre medio tiene una psicología de mecanismo tradicionalista. Sobre ella no alcanzan influjo las ideas y las valoraciones hasta que no han cobrado pátina y se presentan como habituales, con un pasado tras de sí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los credos políticos, por ejemplo, son aceptados por el hombre medio, no en virtud de un análisis y examen directo de su contenido, sino merced a que se convierten en frases hechas. Y un escritor no empieza a ser "gloria nacional" hasta que no repiten que lo es las gentes incapaces de apreciar y juzgar su obra. El hombre medio piensa, cree y estima precisamente aquello que no se ve obligado a pensar, creer y estimar por sí mismo en esfuerzo original. Tiene el alma hueca, y su única actividad es el eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada más natural, pues, que el efecto producido por Baroja en la mayoría de los lectores. Este efecto es de indignación. Porque Baroja no se contenta con discrepar en más o menos puntos del sistema de lugares comunes y opiniones convencionales, sino que hace de la protesta contra el modo de pensar y sentir convencionalmente nervio de su producción.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En este sistema de sinceridad y lealtad consigo mismo no conozco nadie en España ni fuera de España comparable con Baroja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hablaba yo antes de un cierto fondo insobornable que hay en nosotros. Generalmente, ese núcleo último e individualísimo de la personalidad está soterrado bajo el cúmulo de juicios y maneras sentimentales que de fuera cayeron sobre nosotros. Solo algunos hombres dotados de una peculiar energía consiguen vislumbrar en ciertos instantes las actitudes de eso que Bergson llamaría el yo profundo. De cuando en cuando llega a la superficie de la conciencia su voz recóndita. Pues bien, Baroja es el caso extrañísimo, en la esfera de mi experiencia único, de un hombre constituido casi exclusivamente de ese fondo insobornable y exento por completo del yo convencional que suele envolverlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cierta manera, pues, es justo que el hombre social se sienta, al leer los libros de Baroja, herido e irritado. En nuestro vasco se da a la intemperie ese resto insocial e insociable que todos llevamos dentro, pero cuidadosamente encubierto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para un aficionado a las cosas humanas, como El Espectador, la individualidad de Baroja ofrece, por tal razón, enorme interés. Equivale él solo a todo un laboratorio de humanidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En un hombre así nada puede ser indiferente. Podrán sus ideas parecernos absurdas; pero como en él son puras y espontáneas reacciones de lo más inalienable que en el hombre hay, ganan en valor de realidad lo que les falta o les sobra de lógica consistencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una idea carece de interés únicamente cuando, además de ser una falsedad, es una mentira, o dicho de otro modo, cuando es subjetivamente falsa. Y todas las ideas que aceptamos en virtud de intenciones utilitarias o empujados por el hábito y la tradición son, en este sentido, mentiras, ficciones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay una palabra que en todas sus posibles complicaciones aparece, con insistencia a menudo fastidiosa, en los escritos y en la conversación de Baroja. Ninguna simboliza mejor su actitud íntima ante la vida. La palabra es ésta: farsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando Baroja ha dicho de algo que es una farsa o de alguien que es un farsante, pasa a la orden del día. Y casi todas las cosas le parecen farsas, y casi todos los hombres le parecen farsantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Llamamos farsas a aquellas realidades en que se finge la realidad. Esto supone que en la realidad distinguimos dos planos: uno, externo, aparente, manifestativo; otro, interno, sustancial, que en aquél se manifiesta. Tiene aquella realidad la misión ineludible de ser expresión adecuada de ésta, si no es farsa. Tiene esta realidad interna, a su vez, la misión de manifestarse, exteriorizarse en aquélla, si no es también farsa. Ejemplo: un hombre que defiende exuberantemente unas opiniones que en el fondo le traen sin cuidado, es un farsante; un hombre que tiene realmente esas opiniones, pero no las defiende y patentiza, es otro farsante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según esto, la verdad del hombre estriba en la correspondencia exacta entre el gesto y el espíritu, en la perfecta adecuación entre lo externo y lo íntimo. Como Goethe, bien que a otro propósito, cantaba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                        Nada hay dentro, nada hay fuera;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                       Lo que hay dentro eso hay fuera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Para quien lo más despreciable del mundo es la farsa, tiene que ser lo mejor del mundo la sinceridad. Baroja resumiría el destino vital del hombre en este imperativo: ¡Sed sinceros! Ese movimiento en que se hace patente lo íntimo es la verdadera vida, latido del cosmos, médula del universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hay valores absolutos ni absolutas realidades. Todo puede valer absolutamente, ser absolutamente real si es sinceramente sentido. Ser y ser sincero valgan como sinónimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En sus rasgos generales esta manera de sentir tiene una ilustre genealogía. En Grecia se llamó cinismo. Baroja es un discípulo español de Diógenes el Perro y Krates el Tebano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a nuestro lenguaje ha llegado el nombre cinismo con una significación desviada. El cinismo, el verdadero cinismo, dice Schwartz, nace como oposición a la cultura convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los organismos por la cultura creados –ciencia o moral, Estado o Iglesia- no tienen otro fin que el aumento y la potenciación de la vida. Pero acontece que esas construcciones instrumentales pierden, a veces, su conexión con la vida elemental, se declaran independientes y aprisionan entre sus muros la vida misma de que proceden. El río se abre un cauce y luego el cauce esclaviza al río.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siendo la cultura un estuario construido para que en él circule la vida, queda, en ocasiones, vacío y hueco, como un caracol, sin animácula. Ésta es la cultura ficticia, ornamental, farsante. Cuando esto sobreviene, el instinto radical de vitalidad se revuelve sobre sí mismo, da unas cuantas embestidas a los tinglados de la cultura y propone a los hombres como salud el retorno a la naturaleza originaria, a la simple e inmediata. Eso es el cinismo y ésa es su clara misión histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hay renacimiento posible si no se vuelve a nacer. Y nacer es naturarse, volver a la naturaleza, retornar de la cultura hecha farsa. Todo renacimiento parece exigir un instante de inmersión en el salvaje inicial que el hombre lleva dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ese carácter de ficción, de cosa insinceramente vivida y a la que no presta su espontánea anuencia nuestro fondo insobornable, cree Baroja descubrir en las ideas de nuestra época, en sus juicios y estimaciones sobre arte y sobre moral, sobre política y sobre religión.  Una repugnancia indomable a ser cómplice en esa farsa, a repetir en sí mismo –en su vida y en su obra-, esos estériles lugares comunes, cuya única fuerza proviene precisamente de su repetición, le obliga a adoptar una táctica nihilista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Qué queda? Una isla desierta en torno de un Robinsón. El individuo señero: Yo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El tablado de Arlequín&lt;/span&gt;, obra donde Baroja ha reunido la ideología de su juventud, se leen estas frases:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yo creo posible un renacimiento, no en la ciencia ni en el arte, sino en la vida. El primer renacimiento se originó cuando los pueblos latinos hallaron bajo los escombros de una civilización, muerta al parecer, el mundo helénico tan hermoso, aún palpitante; el nuevo renacimiento puede producirse, porque debajo del montón de viejas tradiciones estúpidas, de dogmas necios, se ha vuelto a descubrir el soberano Yo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;No creo que haya nada tan hermosamente expresado con esta teoría de Darwin, a la que denominó él, con una brutalidad shakespeariana, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;struggle for life&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;: lucha por la vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Todos los animales se hallan en un estado de permanente lucha respecto a los demás; el puesto que cada uno de ellos ocupa se lo disputan otros cien; tiene que defenderse o morir. Se defiende y mata; está en su derecho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;El animal emplea todos sus recursos en el combate; el hombre, no; está envuelto en una trama espesa de leyes, de costumbres, de prejuicios. Hay que romper esa trama.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;No hay que respetar nada, no hay que aceptar tradiciones que tanto pesan y entristecen. Hay que olvidar para siempre los nombres de los teólogos, de los poestas, de todos los filósofos, de todos los apóstoles, de todos los mistificadores que nos han entristecido la vida sometiéndola a una moral absurda. Tenemos que inmoralizarnos. El tiempo de la escuela ha pasado ya; ahora hay que vivir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*N.E. - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este texto é a nona parte do ensaio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;font&gt;Ideas sobre Pío Baroja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;, que está no volume I de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;El Espectador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114118689833854100?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114118689833854100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114118689833854100&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114118689833854100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114118689833854100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/03/ortega-y-gasset-o-fundo-insubornvel.html' title='Ortega y Gasset - O fundo insubornável'/><author><name>Cassiano Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01746097083964667848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114118469085923169</id><published>2006-02-28T23:28:00.000-04:00</published><updated>2006-02-28T23:44:50.896-04:00</updated><title type='text'>Materialista, graças a Deus!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;strong&gt;Gustavo Nogy&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado originalmente em &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://nogy.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://nogy.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo perfeitamente os materialistas, acreditem. Eu os entendo e simpatizo com eles. E lhes garanto: há mais coisas em comum entre um católico sensato e um materialista empedernido do que sonha nosso vão maniqueísmo. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me seria nada agradável professar uma fé num mero e impessoal primeiro motor. Menos ainda me agradaria crer que, depois do inevitável instante em que solenemente baterei as botas, com todo o choro e pompas de costume, eu me verei transformado num pálido e mais ou menos ridículo espírito sem corpo, pífia abstração, tão palpável quanto um silogismo, tão bobamente inócuo quanto a última revolução científica. No mais, a hipótese de que todos os prazeres sensuais que nos são dados neste mundo não passam de armadilhas dalgum deus sacana que pretende provar, a não sei quais outras potestades, deuses ou demônios, que somos é uns fracos e palermas, definitivamente, não me convence. E, convenhamos, um cálculo renal me parece a insofismável prova da existência do mundo exterior, à parte as nobilíssimas e tardias reflexões cartesianas. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acreditasse nesses disparates, também eu faria profissão de fé no mais puro e genuíno materialismo. Palavra de homem. Ofereço-lhes um fio de barba, se quiserem. Sou tentado, nas minhas invariavelmente infrutíferas reflexões, a acatar a opinião que mais se aproxima do que comumente se chama de bom senso. Sou um sujeito irremediavelmente antiquado.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas oras, vejam só, há corpos. Façamos de conta, meu amigo ateu e materialista coerente com seus princípios e átomos, ao menos por um momento, que ambos aceitamos a existência de Deus. Tal Deus teria, sabe-se lá porque, mas não vem ao caso, criado o mundo. E, com o mundo, todos os inumeráveis corpos físicos, bem palpáveis e dotados de sentidos, os quais, por sua vez, vieram com a peculiar possibilidade de sentir prazer e dor. Por fim, esse mesmo Deus, terminada a Criação (imagino-O de peito inflado, orgulhoso) proclama, simplesmente, “E tudo é bom”. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passa o tempo, os homens pecam, os corpos (animados e inanimados) são pessimamente usados, o mesmo Deus que se orgulhara da sua criatura agora está zangado mas, bonachão que é, resolve dar mais um chance aos seus filhos que, diga-se, estavam no bem-bom até resolverem fundir a cuca acerca dumas abstrações sobre o Bem e o Mal, e deu no que deu, a história conta. Pois bem: o próprio Deus, sem mais aquelas, resolve encarnar-se entre nós, viver como um de nós, sofrer terrivelmente muito mais do que qualquer um de nós teria o nobre privilégio de sofrer e, por fim, morrer como um de nós. Porém, há um pequeno e fundamental detalhe na história toda: depois de morrer, esse Deus, muito razoavelmente, ressuscita. Que raio de coisa vem a ser isso? E esta é, precisamente, a pedra de tropeço dos materialistas; mas pode ser, ironicamente, a possibilidade de reconciliação destes com os cristãos em geral, católicos em particular.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois seria razoável deduzir que Deus, simplesmente, não gostou nenhum pouco da idéia de ser um puro espírito, mera cosa mentale, inexoravelmente objeto de depurações filosóficas cada vez mais rigorosas e cada vez mais estéreis. Esse negócio de anemia espiritual é coisa de budista ou de alemão. Ao encarnar-se, ao tornar-se tão homem e mais homem quanto qualquer um de nós, Deus, Jesus Cristo, redimiu a matéria, reafirmando que toda a criação é boa em si mesma, que ter um corpo é bom e é utilíssimo, e que, por fim, quando nos for chegada a hora do Juízo, seremos ressuscitamos também com nossos corpos, agora tornados, vejam só, incorruptíveis. As senhoras de rosto esquisitamente plastificado deveriam prestar mais atenção a esse fato. Economizariam enormidades.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senão vejamos: para um budista coerente – e afirmo, com todas as letras, do alto de um tijolinho mental, a inexorável impossibilidade de existir no mundo um budista coerente – ser é um mal, existir é padecer, enfadonhamente, as quatro nobres verdades, as quatro circulares verdades. Apegar-se é mau. Desejar é mau, e não há coisas desejáveis para um budista, sequer a gradual extinção, a qual, diga-se, não pode ser voluntariamente provocada pelo suicídio corporal, pois isto é uma paixão, um arrebatamento, e um budista impossivelmente coerente deve pairar acima de tais emoções humanas. Há uma tediosa transmigração que deve ser anulada, dissolvida, mas até hoje, pelo que sei, não se definiu exatamente que coisa é que transmigra. Os budistas ortodoxos (e não há exatamente um budismo ortodoxo. Desde seu surgimento, o budismo, heresia hindu, protestantismo hindu, é uma barafunda de budismos heterodoxos e contraditórios entre si disputando uma ortodoxia impossível) engalfinham-se em disputas bizantinas no intuito de definir o não-objeto, mas é ponto pacífico que não acreditam numa alma imortal, já que tudo passa, e deve passar, e não tem substância, e a impermanência é a lei a reger as coisas todas. Crêem ainda menos num Deus qualquer, nem mesmo o Deus dos deístas franceses ou Espírito Absoluto hegeliano ou o Geômetra de Spinoza. Não crêem, por fim, no ser, na acepção aristotélica que comumente conhecemos. O que é não é, apenas vem-a-ser, sem nunca tornar-se, de fato, alguma coisa. Por falta de objeto de meditação, meditam eles sobre um vazio absoluto que, por sinal, também não é coisa alguma. Materialistas ciosos dos prazeres da carne, passem ao largo.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já um esclarecido espírita moderno, tristíssimo por não ter nascido na Índia, propõe ao mundo a requentada tese cartesiana – o corpo é mera rex extensa – misturada com hinduismo de quinta, sem as mortificações, que isso não fica bem para sujeitos tão civilizados. O espírito humano vaga por sucessivas encarnações até purificar-se de não sei quais faltas e pecados sempre cometidos numa vida anterior, e nunca recordados. Quando desencarnado (no deplorável jargão tão costumeiro desses senhores), a alma humana está revestida de um certo perispírito, que seria, mais ou menos, como uma casquinha corporal bem fininha, “matéria sutil”, a envolver o espírito do transeunte de mundos ignotos. Se não há, entre os seguidores do assaz venerável Alan Kardec, uma condenação ao corpo ao considera-lo mera carcaça cujo único intuito é dificultar as coisas pra gente aqui em baixo, não sei o que seja. Passemos adiante.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um adepto do Islã adora um deus absolutamente transcendente ao universo que não assume a paternidade dos próprios filhos, submete-se às leis inexoráveis escritas num livro que teria sido ditado a um profeta analfabeto, pode casar-se com não sei quantas mulheres, deve sustentar a todas, eventualmente apedrejá-las a depender de certas disposições de ordem jurídica e, por fim, lhe é altamente aconselhável amarrar ao corpo umas bombas e empreender uma guerra interminável e santa contra os infiéis, os quais, desafortunadamente, somos todos nós.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que nos resta, meu amigo materialista? Retomemos o fio da meada: ao encarnar-se, morrer e ressuscitar como um homem, Deus acabou por confirmar o que proclamara lá no início dos tempos: criou tudo, “E viu que era bom”, apesar dos pesares e das lambanças de seus filhos abestalhados. A carne, em si mesma, é boa. Os corpos são bons: ser é bom. Nada do que se come torna imundo o coração humano. O sexo e o casamento não são apenas atos naturais: são sacramentos. Ter filhos é bom, ter uma esposa é bom. Nesse sentido, portanto, apegar-se a algo é não apenas um direito, mas um dever. Para o cristão, há objetos amáveis e objetos odiáveis, basta não inverter as coisas (“Amais o que devíeis odiar, e odiais o que devíeis amar”). &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grande problema é que os ateus são, geralmente, muito pouco cuidadosos em suas objeções, e acabam por acusar a Igreja de desprezar o corpo humano e seus apetites naturais, quando os verdadeiros desprezadores de tudo o que é naturalmente humano são, precisamente, os homens científicos, os quais reduziram toda a matéria a um amontoado de átomos e processos químicos que, em alguns poucos anos, tende à inevitável decadência e dispersão. A matéria, para um materialista ateu, curiosamente, é perecível demais, é muito pouco palpável, ou – muito pouco material. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja Católica não condena, nunca condenou os prazeres humanos em si mesmos, a grata satisfação de se ter um belo e saudável corpo humano, ou de se comer um suculento bife. Ao contrário: ao trazer um sentido sobrenatural ao corpo físico, com a promessa de ressucita-lo, ela valorizou definitivamente o mundo natural. Ocorre que o catolicismo não é coisa pra gente burra e grosseira, já que há, subjacente à moral cristã, toda uma hierarquia de valores que coordena, de forma sutil, as motivações humanas. O prazer sensual é bom em si mesmo, mas é ainda melhor quando não sufoca o prazer espiritual. São Paulo, ao aconselhar “Provai tudo, ficai com o que é bom”, autoriza a Santo Agostinho dizer: “Ama e faz o que quiseres”. A mortificação corporal, praticada por tantos santos e hoje vista com maus olhos pela sociedade burguesa e higienista, não deve nunca exceder os limites naturais do corpo humano, comprometendo-lhe a saúde. Se apegar-se em demasia ao bem-estar físico é pecado grave, odiar esse mesmo bem-estar é antinatural. Sendo antinatural, é pecado gravíssimo. Logo, tanto a renúncia a certos prazeres quanto o gozo desses mesmos prazeres são escolhas legítimas, se oferecidas em ação de graças.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre imaginei que no Paraíso, o gozo das beatitudes e a contemplação de Deus devem proporcionar um prazer não meramente intelectual ou emotivo, mas, obviamente, corporal, físico, num certo sentido radicalmente sensorial, com a ressalva de que então estaremos dotados de corpos incorruptíveis e não essas carcaças limitadíssimas, e o objeto supremo e inesgotável de adoração, amor e, por que não, prazer?, estará diante de nós, sem quaisquer entraves à sua fruição.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temo portanto, meu caro materialista, chegar a uma engraçada e inusitada conclusão: somos, os católicos, feitas as contas, mais materialistas que o senhor, mais profundamente materialistas que o senhor. Nosso matéria não padece de entropia. Teremos nossos corpos belos e viçosos para todo o sempre, caso nos salvemos. E quanto ao seu materialismo, ora: é corruptível demais para o meu gosto. É espiritual demais para os meus eternos apetites.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[&lt;em&gt;N.E. - O original encontra-se no seguinte endereço: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://nogy.blogspot.com/2005/12/materialista-graas-deus_23.html"&gt;&lt;em&gt;http://nogy.blogspot.com/2005/12/materialista-graas-deus_23.html&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; ]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114118469085923169?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114118469085923169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114118469085923169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114118469085923169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114118469085923169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/02/materialista-graas-deus.html' title='Materialista, graças a Deus!'/><author><name>O Teocrata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114109842520126540</id><published>2006-02-27T23:39:00.000-04:00</published><updated>2006-02-27T23:47:05.210-04:00</updated><title type='text'>Os dez melhores filmes conservadores de 2005</title><content type='html'>&lt;div style="styleDocument: [object]" align="justify"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;em style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];font-size:85%;" &gt;The 10 Best Conservative Movies of 2005&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;Don Feder&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Retirado de &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a style="styleDocument: [object]" href="http://www.frontpagemagazine.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.frontpagemagazine.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2 de Janeiro de 2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;It wasn’t a particularly good year for conservative cinema. It rarely is. Yet alongside the cavalcade of ideology, mediocrity and stupidity that is Hollywood today, a few gems shone forth dazzlingly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What is a conservative film?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let’s start with what it isn’t. It’s not about men with bulging biceps and even bigger guns. It’s not cartoonish action heroes. It isn’t revenge tales masquerading as heroism.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conservative cinema does more than entertain; movies that do no more are visual candy. It instructs and inspires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conservative films celebrate virtue. They tell timeless tales of individuals overcoming all manner of adversity to achieve true greatness. They’re about honesty, loyalty, courage and patriotism. They’re concerned with conservatism’s cardinal values – faith, family and freedom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I were to list the best conservative movies of the last decade, they would include: “Lord of The Rings: The Return of The King (2003)” “Open Range” (2003), “LA Confidential” (1997), Mel Gibson’s “The Patriot” (2000), and “Spiderman,” I and II (2002 and 2004). But also some quieter films, like last year’s “In Good Company” and “The Family Man” (2000) would make my list.&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Será que o autor esqueceu ou não pôs "A Paixão de Cristo" propositalmente?&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here, then, are my choices for &lt;em&gt;The 10 Best Conservative Films of 2005&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Cinderella Man&lt;/strong&gt; – The miraculous, 1930s comeback of boxer James J. Braddock became a metaphor for America’s struggle to get to its feet after the pounding it took in the Great Depression.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the 1920s, Braddock was a heavyweight contender. After a series of setbacks, by the early ‘30s, he was a has-been, living with his wife and children in a basement apartment and working on the docks (when work could be found).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The threatened loss of his children, combined with an unexpected second chance, put Braddock back in the ring. As the title bout approaches, his trainer neatly summarizes the situation, when he describes Braddock as “old, arthritic” and with “broken ribs that haven’t healed.” Still, his love of family and belief in his profession drive him on. Russell Crowe as “the Cinderella Man (as Damon Runyon dubbed him) and Renee Zellweger as his worried but steadfast wife are more than appealing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There’s a hero to cheer, a villain to pelt with debris and vintage sets. As Braddock’s manager, Paul Giamatti delivers an Oscar-quality performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The boxing sequences are the most realistic ever put on film. Director Ron Howard delivers a knockout with “Cinderella Man.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. King Kong –&lt;/strong&gt; “King Kong” is the blockbuster movie of the 2005 holiday season. How often is a remake better than the original? Peter Jackson’s “King Kong” beats both the 1933 original and the eminently forgettable 1976 remake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superficially, it’s a fine action film. On a deeper level, its characters exemplify feminine virtue, masculine heroism and romantic love. The movie describes a hopeless romance and makes us care for its computer-generated title character. With a great cast (especially Naomi Watts as aspiring actress Ann Darrow – Fay Wray’s role in the original), Jackson’s “King Kong” satisfies in every way.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. The Island –&lt;/strong&gt; Reviewers despised it. Audiences treated it as just another sci-fi flick. But “The Island” is a forceful and compelling pro-life statement, a fact which didn’t escape the notice of critics. (The reviewer for the Hollywood Reporter fretted, “These filmmakers have, perhaps unwittingly, delivered a film certain to give succor to the religious right.”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The plot: Led to believe they’re survivors of a world-wide contamination, human clones are raised in an underground complex. The clones are walking “insurance policies” for their wealthy “sponsors” – organs ready to be harvested when needed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Those who operate the facility view the clones as non-human, even referring to them as “the product.” (Here is a chilling reminder of the way society can dehumanize victims -- witness “products of conception” and individuals in a “persistent vegetative state,” i.e., vegetables.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Two clones (Ewan McGregor and Scarlett Johansson) learn the truth and escape. But the story takes a backseat to the broader bio-ethical debate. To see “The Island” is to gaze into the abyss where science combines with the ethics of convenience to create horrors undreamed of in ages past.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. “Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch And The Wardrobe”&lt;/strong&gt; – This screen adaptation of the C.S. Lewis children’s classic is delightful and instructive. From the moment little Lucy wanders into Narnia through the wardrobe full of fur coats, it’s pure enchantment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Along with her sister and two brothers, Lucy is thrust into a monumental struggle of good and evil in a magical realm. There’s Christian symbolism in the noble Aslan, who sacrifices himself to atone for another’s sins –hardly surprising, as the tale comes from the pen of the greatest Christian apologist of the 20th century.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The movie, which can be enjoyed on any number of levels, speaks of temptation, sin and redemption. If you don’t love it, I can only assume you’re one of the secret police in the service of the White Witch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. The Great Raid –&lt;/strong&gt; Another “based on a true story,” it’s about the largest POW rescue mission in U.S. history. In January, 1945, elements of the U.S. Army’s 6th Ranger Battalion, the Alamo Scouts and Filipino guerrillas set out to rescue 500 Americans held in a prison camp outside Manila. (This is played against the backdrop of the murder of 150 Allied POWs in a camp on Palawan Island.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The operation requires 121 Americans to penetrate 30 miles into enemy territory, where tens of thousands of Japanese troops operate, attack a camp guarded by a force at least equal in strength and extract prisoners who could barely walk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The story shifts between the rescuers, the POWs (many survivors of the Bataan Death March) and the Filipino underground trying to smuggle medicine into the camp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unlike Pearl Harbor, there’s no effort to whitewash the Japanese military, who are presented as pure sadists and cold-blooded killers – products of a Bushido culture that disdained the weak and helpless.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There’s heroism to spare, especially in the real-life character of the American nurse who remained behind to help the prisoners, a tender love story and a realistic depiction of combat. In the midst of another war for the survival of civilization, it helps to remember the sacrifices of an earlier generation of G.I.s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Batman Begins –&lt;/strong&gt; The film offers a new take on the comic-book hero, especially his origins. Absent are the silly super-villains with their tricks and weaponry. In place of “those wonderful toys” (as the Joker calls the Caped Crusader’s tools of the trade in the first Batman movie), we have a truly dark knight, trained in martial arts and mind-control in the Far East.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Batman struggles to understand the nature of evil and the difference between justice and revenge, he confronts his most deadly challenge – the League of Shadows (led by the charismatic Ra’s Al Ghul). Ra’s is a mirror image of Batman, where the fight against evil is perverted into a self-righteous, ego trip. In other words, Christian Bale’s Dark Knight ends up battling his darker side.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There’s a strong cast, including Michael Caine as loyal butler Alfred, Katie Holmes as Bruce Wayne’s love interest and Liam Neeson as the villain who seeks to destroy Batman by corrupting him. This is a superhero movie with a message worth contemplating.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. The Greatest Game Ever Played –&lt;/strong&gt; The game is golf, specifically the 1913 U.S. Open, pitting old pro Harry Vardon against poor-boy-struggling-to-escape-his-origins Francis Ouimet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While Vardon represents the wealth and power of the Pre-World War I British Empire, he has a secret. He too comes from poverty and is haunted by childhood memories of his family being evicted to make way for a golf course.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I particularly liked the portrait of Ouimet’s family: the Irish mother who encourages him to dream, and the disillusioned father (a French immigrant engaged in backbreaking labor) who believes the boy’s dreams will only lead to disappointment and unhappiness. (Why can’t Hollywood give us functional families in the here and now?) The match swings back and forth, and provides enough excitement to make a movie about golf exciting. It’s a Disney dare-to-dream movie more realistic, and inspiring, than most.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Little Manhattan –&lt;/strong&gt; One of those quiet films whose message is whispered, instead of shouted. It’s about young love, and not-so-young love, and how both can be destroyed by the things left unsaid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A precocious 11-year-old, Gabe is living with his parents, who share an apartment even though they’re in the process of divorcing. (“My family’s on a one-way ticket to ‘The Jerry Springer Show,’” Gabe tells us). Enter 11-year-old Rosemary Telesco, a fellow West-Sider who proceeds to make sushi of Gabe’s heart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Their awkward romance is both humorous and touching. It ends where first loves necessarily must end. But the lessons Gabe learns and imparts, set his parents on another course. For Gabe, the two-week romance is a bittersweet introduction to adolescence. For mom and dad, it’s an invitation to rediscover love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;9. Coach Carter -&lt;/strong&gt; You think you’ve seen it before -- but you haven’t. It’s not an inner-city “Hoosiers.” It’s a basketball film that isn’t about basketball. Coach Carter (Samuel L. Jackson), a former hoops star, now a successful businessman, returns to his alma mater, Richmond, California High School, to coach a basketball team of losers (in both senses of the word).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are a lot of practice scenes, few scenes of the team in competition, and classic dialogue about integrity, respect and striving. Carter makes his players sign a contract that they will maintain a 2.3 average, address him as “sir” (he uses the same form of address with them) and wear a jacket and tie on game day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When he learns that most of his players are failing, he padlocks the gym, even though he’s finally made them into a championship team.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For Coach Carter, turning his boys into young men headed for college is far more important than turning them into star athletes. At Richmond High, only half the students graduate (and only 6% of those go to college). The rest graduate to gangs, drugs, prison and a trip to the morgue. It’s a pleasure to watch Jackson deliver his lines with manly self-assurance. “Coach Carter is a winner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Memoirs Of A Geisha –&lt;/strong&gt; Surprised you, didn’t I? Reports to the contrary notwithstanding, the film -- based on the 1997 bestseller by Arthur Golden -- is not about prostitution in the Land of the Rising Sun.. (As the film explains, a geisha isn’t a hooker in a kimono, but an “artist of the floating world” – though there is a sexual element to this world.) Overall, “Memoirs” only hints at sex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The heroine, Sayuri, is sold as a child to a geisha house. Her choices – to become a menial and spend the rest of her life working off her contract to “mother,” or embrace her destiny. She chooses the latter only when the kindness of a handsome businessman makes her yearn for a way to enter his world. Sayuri is brave, determined and compassionate. It’s touching to see a child form an attachment that lasts a lifetime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forget the sets (sumptuous). Ignore the scenery (lush and exotic). Instead focus on the story of a little girl who falls in love with a man, and endures much for the sake of that love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here are my choices for the best conservative films of 2005. Three are still playing. Five are available on DVD. Savor them all.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114109842520126540?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114109842520126540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114109842520126540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114109842520126540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114109842520126540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/02/os-dez-melhores-filmes-conservadores.html' title='Os dez melhores filmes conservadores de 2005'/><author><name>O Teocrata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114102391553461040</id><published>2006-02-27T03:00:00.000-04:00</published><updated>2006-02-27T03:19:47.846-04:00</updated><title type='text'>Uma visão antropológica do aborto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por &lt;strong&gt;Julián Marías&lt;/strong&gt; em 12 de janeiro de 2006&lt;br /&gt;Retirado de &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.org"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.midiasemmascara.org&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tradução Edward Wolff&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A espinhosa questão do aborto voluntário que nos últimos anos adquiriu uma amplitude descomunal, até converter-se em uma das questões mais urgentes nas sociedades ocidentais, pode ser proposta de diversas maneiras. Entre os que consideram a inconveniência ou ilicitude do aborto, a posição mais freqüente é a religiosa. Sem dúvida que, para os cristãos (às vezes, de maneira mais estreita, para os católicos), o aborto pode ser ilícito mas não se pode impor a uma sociedade inteira uma moral “particular”. Quer dizer, os argumentos fundados na fé religiosa não são válidos para os não crentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Raramente se investiga se os argumentos assim propostos, ainda que procedendo de uma maneira cristã de ver a realidade, não têm força de convicção inclusive prescindindo dessa origem; o fato é que todos os que não participam dessa crença os repudiam e consideram que não lhes podem levar em conta. E os fatos devem ser considerados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há outra posição que pretende ter validade universal, que é a científica. As razões biológicas, concretamente genéticas, são tidas como demonstráveis, inteiramente fidedignas, conclusivas para todos. Certamente essas razões têm valor muito alto, e devem ser levadas em conta, mas suas provas não são acessíveis à imensa maioria dos homens e mulheres, que as admitem por fé (isto é, por fé na ciência, pela validade que ela tem no mundo atual).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há outro fator que me parece mais grave a respeito da posição científica da questão: depende do estado atual da ciência biológica, dos resultados da mais recente e avançada investigação. Quero dizer que o que hoje se sabe, não se sabia antes. Os argumentos dos biólogos e geneticistas, válidos para o que conhece estas disciplinas e para os que participam da confiança nelas, não foram válidos para os homens e mulheres de outros tempos, inclusive muito recentemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creio que faz falta uma posição elementar, ligada à mera condição humana, acessível a todos, independente de conhecimentos científicos ou teológicos que poucos possuem. É forçoso propor uma questão tão importante, de conseqüências práticas decisivas, que afeta a milhões de pessoas e à possibilidade de vida de milhões de crianças que nascerão ou deixarão de nascer, de uma maneira evidente, imediata, fundada no que todos vivem e entendem sem interposição de teorias (que às vezes impedem a visão direta e provocam desorientação).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta visão não pode ser outra senão a antropológica, fundada na mera realidade do homem tal como se vê, se vive, se compreende a si mesmo. Temos, pois, de tentar retroceder ao mais elementar, que não tem pressupostos de nenhuma ciência ou doutrina, que apela unicamente à evidência e não pede mais que uma coisa: abrir os olhos e não colocar-se de costas para a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da distinção decisiva entre coisa e pessoa. Bem, dito assim pode parecer coisa de doutrina. Por verdadeira e justificável que seja, evitemo-la. Limetemo-nos a algo que faz parte de nossa vida mais elementar e espontânea: o uso da língua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo, em todas as línguas que conheço, distingue, sem a menor possibilidade de confusão, entre que e quem, algo e alguém, nada e ninguém. Se entro em uma casa onde não há nenhuma pessoa, direi: “não há ninguém”, mas não me ocorrerá dizer: “não há nada”, porque pode estar cheia de móveis, livros, lustres, quadros. Se se ouve um grande ruído estranho, me alarmarei e perguntarei: “O que é isso?”. Mas se ouço batidas na porta, nunca perguntarei “o que é?” mas sim “quem é?”. Apesar disso, a ciência e mesmo a filosofia estão há dois milênios e meio fazendo a pergunta: “Que é o homem?”, com a qual pelo menos derrubaram a estrutura de uma resposta errada, porque só de maneira muito secundária é o homem um “que”; a pergunta certa e pertinente seria: “Quem é o homem?”, ou, com mais rigor e adequação: “Quem sou eu?”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro, “eu” ou “tu”, ou “ele” sempre que se entenda de maneira inequivocamente pessoal. É significativo que os pronomes de primeira e segunda pessoa (eu, tu) têm somente uma forma, sem distinção de gênero, enquanto que o da terceira pessoa admite essa distinção, e inclusive com dois gêneros (ele, ela). Quem fala e a quem se fala são realidades imediatas e pessoas, e seu gênero é evidente na ação mesma, mas não é assim quando se fala de alguém no presente (e, ademais, se pode falar de algo).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que isso tem a ver com o aborto? O que me interessa aqui é ver o que é, em que consiste, qual é a sua realidade. O nascimento de uma criança é uma radical inovação de realidade: a aparição de uma realidade nova. Dirão talvez que não é propriamente nova, uma vez que se deriva ou vem de seus pais. Direi que é verdade e muito mais: dos pais, dos avós, de todos os antepassados; e também do oxigênio, nitrogênio, hidrogênio, carbono, cálcio, fósforo e todos os demais elementos que intervêm na composição de seu organismo. O corpo, o psíquico, até o caráter vem daí e não é algo rigorosamente novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4483"&gt;Continue lendo &lt;em&gt;Uma visão antropológica do aborto&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114102391553461040?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114102391553461040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114102391553461040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114102391553461040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114102391553461040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/02/uma-viso-antropolgica-do-aborto.html' title='Uma visão antropológica do aborto'/><author><name>Carlos Kramer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16839138333759279511</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8014034.post-114102355014384383</id><published>2006-02-27T02:49:00.000-04:00</published><updated>2006-02-27T02:59:10.143-04:00</updated><title type='text'>Casa de Campo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Resolvi mudar um pouco de ares e passar uns tempos aqui neste blog. Não que pretenda escrever muita coisa daqui por diante; muito pelo contrário, o que pretendo é postar textos que ando lendo por aí, aqueles que a gente lê e quer que todo mundo leia também. Como não são meus, não acho lícito publica-los no meu próprio blog. Este espaço é mais apropriado para estes propósitos. Esporadicamente publicarei algo que eu tenha escrito. Espero que o outro dono desta casa, o &lt;a href="http://asinum.blogspot.com"&gt;Cassiano&lt;/a&gt;, me ajude nessa empreitada. Sem mais delongas, passemos ao que importa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8014034-114102355014384383?l=oteocrata.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteocrata.blogspot.com/feeds/114102355014384383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8014034&amp;postID=114102355014384383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114102355014384383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8014034/posts/default/114102355014384383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteocrata.blogspot.com/2006/02/casa-de-campo.html' title='Casa de Campo'/><author><name>Carlos Kramer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16839138333759279511</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
